terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A Morte de Markus Zusak e os humanos


Hoje novamente vou postar um trecho de “A menina que roubava livros”. Só pra lembrar, a história se passa na II G.M. e é narrada pela Morte.


“Provavelmente, é lícito dizer que, em todos os anos do império de Hitler,nenhuma pessoa pode servir ao Führer com tanta lealdade quanto eu. O ser humano não tem um coração como o meu. O coração do humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A consequência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer.”


A menina que roubava livros

Markus Zusak



domingo, 27 de dezembro de 2009

A menina que gostava da menina roubadora de livros

Meus amigos, peço-lhes milhares de perdões pelos milhares de dias de ausência. Diversos fatores não me deixaram postar.
Não vou ficar perdendo tempo explicando cada um e vou direto ao ponto. Nesse ano li um livro apaixonante: A menina que roubava livros.

Alguns números sobre o livro
480 páginas-creme
1 menina
1 morte
alguns desenhos
milhares de lágrimas

Antes de passar uma dos seis trechos que recolhi dele, quero agradecer a Markus Zusak por ter escrito esse livro. Eu sei que ele não vai ler esse agradecimento, mas quero deixar registrado que me apaixonei por esse livro e estou muito agradecida pelos momentos que ele me proporcionou.
Muito obrigada.
Vou explicar um pouco o livro para a passagem a seguir ficar clara. O livro se passa na Segunda Guerra Mundial, na Alemanha. É a história de uma menina fascinada por livros e é narrada pela Morte. No trecho a seguir, os alemães estão num porão, esperando os aviões dos Aliados (com bombas) passarem.

“Quantas delas haviam perseguido outras ativamente, seguindo o rastro do olhar de Hitler, repetindo suas frases, seus parágrafos, sua obra? (...) senti pena deles, embora não tanta quanto senti dos que recolhi em vários campos nessa época. Os alemães nos porões eram dignos de pena, sem dúvida, mas ao menos tinham uma chance. Aquele porão não era um banheiro. Eles não tinham sido mandados para lá para tomar banho. Para essas pessoas, a vida ainda era alcançável.”
A menina que roubava livros
Markus Zusak

Esse pequeno trecho fala de duas coisas que me chamaram a atenção. A primeira é que alguns daqueles alemães eram fiéis a Hitler, daqueles que falavam “heil Hitler”, como comprimento. Entretanto, o que o Führer deu a eles como recompensa à sua lealdade? A guerra. A morte. O medo. O ódio.
Outra coisa foram os judeus. Pois é, a vida para os alemães não-judeus, era ALCANÇÁVEL, para os judeus, nem isso. É triste pensar que um ser humano pode acreditar piamente que um grupo de seres humanos deve morrer. Mais triste ainda é pensar que esse mesmo ser humano faz milhões de pessoas também acreditarem na mesma coisa. Não tenho mais palavras para falar de tal assunto. É uma época cinzenta da nossa História.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Você acha que pensa por si mesmo?


Pense bem.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

The wall

Hoje eu ia colocar uma frase de Júlio Verne e refletir sobre o que ela tratava. Mas assisti há algumas horas a uma reportagem no jornal e fiquei indignada. Por isso, mudei de ideia e vim protestar aqui no meu blog.
A reportagem falava de um muro que vão construir no Rio de Janeiro, que separará a favela do resto da cidade. Nesse muro ainda colocarão fotos do Pão de Açúcar e de outros cartões postais da cidade. Tudo isso para mascarar a miséria das favelas e, como os planejadores disseram, “proteger as pessoas”.
Claro que “as pessoas” são os estrangeiros que virão em 2016 para a Olimpíada. E o “proteger”, na verdade é só protegê-los de enxergar a REALIDADE BRASILEIRA, até porque o muro não será à prova de balas.
O que me deixa mais indignada é que colocarão imagens bonitas! Realmente serão máscaras!
Agora me digam, custa construir casas decentes para essas pessoas que moram nas favelas? Custa? Sim, pior que custa! Mas é para isso que servem os impostos, porra!
Desculpem-me as palavras, mas estou puta com isso, caralho!
Eu sei que algumas pessoas que moram nas favelas não devem pagar impostos, mas primeiro, elas são pessoas e merecem casas decentes e segundo, estamos pensando no progresso de todo o país encarando os problemas de frente e não mascarando-os!
Se o governo pensasse no futuro, e estou dizendo do futuro mesmo e não de um futuro de sete anos, ele construiria casas de verdade para essas pessoas, porque isso sim deixaria a cidade REALMENTE maravilhosa.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Monopólio

No ano passado, li um livro muito bom chamado “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley. Hoje estou lendo o “Regresso ao Admirável Mundo Novo” do mesmo autor. Na verdade, eu comecei a ler em julho e ainda não terminei (mesmo sendo o livro pequeno), porque tenho o péssimo costume de ler vários livros ao mesmo tempo e acabo demorando muito para terminá-los. E não adianta, eu não consigo parar. Às vezes me deparo com um livro que me interessa e quando percebo, já estou lendo, mesmo que tenha outros quatro já começados... Simplesmente não consigo não ler!

Mas continuando, no “Admirável Mundo Novo”, Huxley mostra uma sociedade totalmente desigual e controlada pelo prazer. Mas como controlada pelo prazer? É bem simples. Existia uma droga, o “soma” que era tomada por todos para amenizar todos os tipos de dor. Isso é controlar uma sociedade pelo prazer.

Isso me leva a pensar se nossa sociedade não é assim também. E pensar só um pouquinho já é o bastante para dizer “Sim”. Acho que algum dia vou ler este livro novamente e quando estiver com ele fresquinho na cabeça, vou fazer uma análise do mesmo. Mas agora não estou aqui para fazê-la. O que vim fazer aqui é passar uma frase de “Regresso ao Admirável Mundo Novo”. Nesse livro, o autor faz uma análise da sociedade e escreve o que pode levá-la a um mundo como o Admirável. Lá vai uma frase que me chamou a atenção:

“Além disso, a produção em larga escala não pode funcionar sem uma distribuição em grande escala; a distribuição em grande escala apresenta problemas que só os maiores produtores podem resolver razoavelmente. Em um mundo de produção e de distribuição em grande escala os Pequenos, com o seu fundo insuficiente de capital operante, vêem-se em grande desvantagem.
Em competição com os Grandes perdem o seu capital e, finalmente, a sua própria existência como produtores independentes; os Grandes engoliram-nos. Quando os Pequenos desaparecem, é cada vez maior o poder econômico que passa a ser manipulado por mãos cada vez menos numerosas. Sob uma ditadura, o Alto Negócio, tornado realizável pelo progresso tecnológico e pela conseqüente ruína do Pequeno Negócio, é controlado pelo Estado – isto é, por um grupo pequeno de chefes políticos e de militares, polícias e funcionários civis que lhes executam as ordens. Numa democracia capitalista, como os Estados Unidos, é controlado pelo que o Prof. C. Wright Mills chamou a Elite do Poder. Esta Elite do Poder emprega diretamente milhões de unidades de mão de obra do país nas suas fábricas, escritórios e armazéns; controla muitos milhões de outros homens, emprestando-lhes dinheiro para adquirirem os seus produtos e, pela sua posse dos meios de comunicação com as massas, influencia os pensamentos, sentimentos e ações de quase toda a gente. Relembrando as palavras de Winston Churchill, nunca tantos foram dirigidos por tão poucos.(...)Vemos, pois, que a tecnologia moderna tem conduzido à concentração do poder econômico e político, e ao desenvolvimento de uma sociedade controlada (inflexivelmente nos Estados totalitários, polida e imperceptivelmente nas democracias) pelo Alto Negócio e pelo Alto Governo.”
Regresso ao admirável mundo novo
Aldous Huxley

Vou tentar esclarecer um pouco essa passagem, pois acho que fica um tanto complexa para entender para quem não leu o livro desde o começo. O autor começa falando da Superpopulação. Nós já sabemos que o planeta está lotado de tanta gente. Por isso, as indústrias devem produzir em larga escala para suprir as necessidades das pessoas. Isso acabou com os pequenos produtores incapazes de produzir tanto; o que gerou um MONOPÓLIO.

Consequentemente, cria-se um controle das massas (lembra-se do soma?). Controla-se os pensamentos das pessoas e então fazem-nas querer comprar cada vez mais. Então o poder dos grandes produtores aumenta e isso vira um círculo contínuo.

O controle das massas é um grande problema. Estávamos falando de LIBERDADE E DETERMINISMO dois posts atrás. E é isso mesmo. As pessoas estão cada vez menos livres para pensar graças ao monopólio das grandes marcas.

A única solução é, como já disse, aceitar a existência do DETERMISMO. Como fazer isso? Conscientizando as pessoas! Se todas as pessoas se conscientizassem, o mundo seria um paraíso terrestre.

Eu já disse que o que traz a consciência é o estudo. Eu já perdi as contas de quantas vezes falei isso. Mas esse círculo contínuo é regido por pessoas muito poderosas. Tão poderosas que se quisessem poderiam mudar a situação. E elas querem? É claro que não! Nunca em toda a História houve alguém no poder que quisesse mudar radicalmente as coisas. Se você sabe de alguém, por favor me conte, pois essa pessoa é única. Podemos citar alguns revolucionários, que tal Stálin? Certo, ele e Lênin fizeram um revolução socialista e podem ter melhorado a situação das pessoas. A desigualdade pode ter diminuído, mas as pessoas continuavam pobres. E Stálin estava muito confortável em sua casa. Na Revolução Cubana, por exemplo, as pessoas passavam fome, mas os irmãos Castro podiam comer o quanto quisessem. Quanto ao meu amado Che Guevara, acho que estava um tanto cego pelo seu ideal socialista. Tanto que tentou espalhar o socialismo pela América do Sul. Por isso ele não estava ligando se a população estava passando fome. Se estava, pelo menos TODOS estavam passando fome (isso é que é igualdade!). Agora chega de falar em revoluções socialistas, vamos falar um pouco do Brasil: Getúlio Vargas. Sim, ele foi um grande cara, pois começou a industrializar o país e superou a crise de 1929. Só que ele não fez uma coisa que, infelizmente, ninguém fez até agora: A Reforma Agrária!

Está parecendo que eu fiz uma grande digressão aqui, mas era aqui mesmo que eu queria chegar, pois os latifúndios não deixam de ser um monopólio. Uma coisa que resolveria pelo menos as parte agrária do círculo contínuo do monopólio, seria a distribuição das terras. Lembra-se que eu falei que ninguém do poder teve o interesse de resolver esse problema? Na verdade, aqui no Brasil, teve um cara que propôs a Reforma Agrária sim: João Goulart. Também conhecido como Jango. E o que aconteceu quando ele propôs as reformas de base? Vieram uns f. d. p. de uns militares e instalaram a ditadura!

Uma grande “coincidência” é o caso de Manuel Zelaya. Ele também propôs a Reforma Agrária em Honduras e aconteceu a mesma coisa, vieram uns f. d. p... Agora como todos sabem, ele está no Brasil.

Como eu estava dizendo, a educação é a solução. E é por isso que a educação pública é péssima! Por isso que eu pretendo votar em 2010 nos candidatos que priorizarem, ou pelo menos colocarem como uma de suas prioridades, a educação.

Simplesmente porque a educação é a solução de todos os problemas.

Simplesmente porque a educação é o caminho para o futuro.

Vamos lá, Brasil, Educação, Ordem e Progresso!

domingo, 11 de outubro de 2009

Chuva


“Jamais se desespere em meio às mais sombrias aflições da sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.”

Provérbio chinês

sábado, 10 de outubro de 2009

Se conhecer e conhecer os outros

Outro dia, li um conto do Saramago que achei muito bonitinho. Recomendo a leitura. Minha mãe leu, foi o primeiro trabalho do autor que ela leu e ela gostou. Acho uma boa pedida pra quem quer conhecer os trabalhos do autor, mas ainda tem preguiça de ler um livro inteiro (que geralmente é grande!). A pesar de pequeno, encontrei duas frases que achei interessante e vou passar pra vocês. A primeira está aqui em baixo; a segunda eu não sei ainda quando vou colocar.
“Se não sais de ti, não chegas a saber quem és, O filósofo do rei, quando não tinha que fazer, ia sentar-se ao pé de mim, a ver-me passajar as peúgas dos pajens, e às vezes dava-lhe para filosofar, dizia que todo o homem é uma ilha, eu, como aquilo não era comigo, visto que sou mulher, não lhe dava importância, tu que achas. Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós”
O conto da ilha desconhecida
José Saramago
Interessante essa passagem. Há uns oito posts eu disse que nunca tive a certeza de quem eu era e que achava que nunca saberia (Não sei se nessas palavras, mas acho que foi algo parecido.). Pois bem, isso talvez porque eu nunca tentei sair de mim para poder me conhecer. Mas como se faz isso?
Entretanto, existe um fato que me deixa muito reflexiva; que para que eu escreva o meu livro, me coloco no lugar do narrador (no caso do meu livro atual, narradora). Ou seja, para eu conhecer melhor o personagem tento entrar nele. Quando entro no personagem eu consigo sentir o que ele está sentindo, mas será que consigo conhecê-lo? Estou te deixando confuso(a)? Provavelmente, porque eu também estou confusa!
Então vamos organizar os pensamentos:
1) Para se conhecer é preciso sair de si mesmo.
2) Para conhecer os outros é preciso estar no lugar dos outros.

Isso faz sentido? Por que no caso de se conhecer é preciso fazer uma coisa e para conhecer os outros é preciso fazer o inverso? Eu não sei!
Mas eu sei que estou no meu lugar e não me conheço. Por isso acho que para me conhecer talvez seja bom que eu saia de mim. Por outro lado, como acredito na relatividade das coisas, acredito que cada um tem uma visão de mundo diferente e por isso para entender a ação dos outros, me coloco no lugar dos mesmos.

Bom, então é isso. Espero que eu não tenha confundido a sua cabeça.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

LIBERDADE X DETERMINISMO (Parte II)


Olá, amiguinhos! Como vão vocês? Eu estou bem, principalmente porque tenho uma semana sem aula! Vai dar pra dormir bastante! He He He...
Enfim, vamos ao que interessa. Vocês responderam àquelas quatro perguntinhas que eu deixei no post passado? Bom, vou colocar as minhas respostas aqui, vejam se concordam comigo.
1) Você acredita ser LIVRE?
Sim.

2) Você acredita que realmente podemos fazer o que queremos fazer?
Não. Mas podemos pensar no que queremos pensar. Acho que esse tipo de liberdade é muito mais importante que o outro. Infelizmente, esse “podemos” ainda não pode ser conjugado por todas as pessoas.

3) Cite algo que gostaria de fazer e que devido ao determinismo não é possível.
No começo deste ano, quando estávamos estudando Simbolismo na aula de literatura, a professora Ilda nos passou o seguinte poema:
“Ismália

Alphonsus Guimarães

Quando Ismália enlouqueceu
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu
Outra lua no mar
(...)
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...”

Concluí com este poema que a loucura de Ismália libertou-a, pois a fez voar. Para as pessoas “presas na sanidade”, ela simplesmente morreu, mas para Ismália ela estava voando.
Pois bem, eu queria voar também, mas o determinismo não me permite. Porém, se um dia eu ficar louca, eu poderia voar, e o determinismo não significaria nada para mim.
Outro caso curioso: Segundo os cientistas, o besouro não poderia voar, pois não tem forma aerodinâmica, suas asas são demasiadamente pequenas em proporção ao corpo e seu cérebro não é capaz de realizar ação tão complexa. Mas ele não pensa nessas preocupações e sai voando por aí!

4) Qual das duas linhas você acredita?
Nas duas! Nascemos com uma e conquistamos a outra.


Bom, são essas as respostas que entreguei ao professor. Mas agora vou um pouco mais além aqui no meu blog.
Pra mim, a verdadeira liberdade é a liberdade do pensamento. Pensando que o conceito de liberdade é este, então você poderá dizer que somos todos livres, pois podemos pensar do que quisermos. Mas será que podemos mesmo?
Vou dar um exemplo simples. Nós brasileiros adoramos futebol. Não adianta você me dizer que não gosta e que nem tem time. Mas o que faz na copa do mundo? Todos os brasileiros sem exceção vibram e torcem na copa do mundo. Não tem jeito. Então, todos os brasileiros amam futebol. Mas não fomos livres para escolher o amor pelo esporte, simplesmente nascemos em um país em que todos amam futebol e, é impossível você crescer em um país assim sem se contagiar. Impossível.
Por isso, digo que a maioria das pessoas não é livre, pois não se da conta que pensa em coisas por estar condicionada a pensar.
A Liberdade se conquista. Quando você se dá conta que o Determinismo existe, ou seja, que você é determinado a pensar em certas coisas (além do futebol, um exemplo bom é a moda), você começa a ser livre. Eu acho que você não precisa parar de gostar de futebol para ser livre. Só precisa saber conscientemente que as pessoas não foram livres para gostar de tal esporte. Depois que você percebe isso, você conquista a Liberdade de escolher amar ou não o futebol.

Então, se você quer ser livre, analise a sociedade. Eu recomendo que você estude matérias na área de Humanas para isso. Filosofia, Sociologia, e História principalmente. Mas acho que Geografia e Literatura também podem ajudar.

É isso.
Aceite a existência do Determinismo e seja bem-vindo à Liberdade!

sábado, 26 de setembro de 2009

LIBERDADE X DETERMINISMO

Olá, amiguinhos!
Hoje vou colocar um texto filosófico que trabalhamos na aula de filosofia.
“LIBERDADE X DETERMINISMO
“Me sinto livre como um pássaro...”
Essa expressão, dita depois de uma situação de constrangimento, não passa de uma metáfora. Porque os pássaros não são livres, mas agem regulados pelo instinto de sobrevivência típico de sua espécie. Não vão para onde querem, mas para onde precisam ir, a fim de continuar existindo.
O filósofo alemão Kant brinca muito com essa ideia de “liberdade” do pássaro, imaginando uma pomba ágil, indignada contra a resistência do ar que a impediria de voar mais depressa. Na verdade, é justamente essa resistência que lhe serve de suporte, pois seria impossível voar no vácuo. Se o voo livre do pássaro é uma ilusão, da mesma forma podemos dizer que incorremos em engano semelhante ao nos considerarmos capazes de liberdade absoluta.
O princípio do determinismo, segundo o qual tudo que existe no mundo está sujeito à lei da casualidade. A ciência só é possível porque o conhecimento da relação necessária entre causa e efeito – isto é, o conhecimento dos determinismos naturais – leva a descobertas das leis da natureza e permite que sejam feitas previsões e desenvolvidas as técnicas.
Não há como negar que também o ser humano se acha preso a determinismos: tem um corpo sujeito às leis da física e da química, é um ser vivo que pode ser compreendido pela biologia. Por isso, já no século XVIII, os materialistas franceses D’’Holbach e La Mettrie reduziram os atos humanos a elos de uma cadeia causal universal.
No século XIX, o filósofo francês Taine, discípulo de Augusto Conte, afirmava que não somos livres> mas determinados pelo momento, pelo meio e pela raça. Essa concepção influenciou os intelectuais daquele século, inclusive a literatura naturalista. No Brasil, ao lermos “O cortiço” e “O mulato” de Aluísio de Azevedo, identificamos as “forças incontroláveis” do meio e da raça agindo de forma inexorável no comportamento das pessoas.
Herdeiros dessa visão determinista, Watson e Skiner, psicólogos contemporâneos da corrente comportamentista, admitem que o ser humano tem a ilusão de ser livre, mas na verdade apenas desconhece as causas que atuam sobre ele. A ciência do comportamento humano. Aliás, esse é o tema de um romance de Skiner, Walden II, em que uma equipe de cientistas do comportamento dirige uma cidade utópica.
Mesmo sem adotar posições tão extremas, temos de admitir a existência dos determinismos. Por exemplo, na atividade psíquica normal e cotidiana, na qual entramos em contato com o mundo – conhecendo e efetivamente reagindo -, atuam mecanismos da inteligência humana tais como a memória, invenção, intuição, abstração e assim por diante.
Além dos determinismos psicológicos, podemos apresentar os culturais: ao nascer encontramos um mundo já constituído e recebemos como herança a moral, a religião, a organização social e política, a língua, enfim, os costumes que de certa forma moldam nossa maneira de sentir e pensar.
Os defensores da liberdade humana consideram que não somos apenas o resultado inevitável da situação dada, porque, como seres conscientes, ao tomarmos conhecimento das causas que atuam sobre nós, somos capazes de uma ação transformadora a partir de um projeto de ação. Deixamos de ser passivos para sermos ativos.
Podemos concluir que a liberdade não é alguma coisa que é dada, mas resulta de um projeto de ação. È uma árdua tarefa cujos desafios nem sempre são bem suportados, daí resultando os riscos de perda da liberdade. Os descaminhos da liberdade surgem quando ela é sufocada à revelia do sujeito – tal como os casos de escravidão, prisão injusta, exploração do trabalho, governo autoritário – ou quando nós próprios a ela abdicamos, seja por comodismo, medo ou insegurança.
Construir a liberdade, porém não é um trabalho solitário, realizado por indivíduos isolados. Os grupos da sociedade civil são importantes como formadores de consciência e instigadores a ação coletiva no sentido de garantir a expressão dos diversos tipos de liberdade.”
Reni Roberto Faria
(professor de filosofia)
Agora, meus amigos, eu deveria, pelo costume desse blog, escrever o que eu penso sobre o assunto. Mas dessa vez vou deixar vocês pensarem. Vamos nos divertir um pouco. O professor deixou algumas questões sobre o texto e eu vou passá-las para vocês. Não precisa postar as respostas por comentário e nem revelá-las para ninguém. Só quero que vocês pensem. Se preferirem guardem as respostas para vocês, mas não deixem de respondê-las.
1) Você acredita se LIVRE?
2) Você acredita que realmente podemos fazer o que queremos fazer?
3) Cite algo que gostaria de fazer e que devido ao determinismo não é possível.
4) Qual das duas linhas você acredita?

Outro dia eu colocarei as minhas respostas aqui. Vamos lá, pensem, reflitam, filosofem, divirtam-se!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

História

Olá, amiguinhos!
Consegui arranjar um tempinho para postar rapidinho...
“A História é vital para a formação da cidadania porque nos mostra que para compreender o que está acontecendo no presente é preciso entender quais foram os caminhos percorridos pela sociedade.”
Boris Fausto
E é por isso que eu amo História!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Um pequeno comunicado

Olá, amigos! Ando meio atolada de coisas pra fazer e por isso estou sem tempo para postar! Quando tiver tempo, voltarei a escrever aqui.
Agradeço a compreensão de todos, e até outro dia!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O sonho dentro do sonho

Olá, amiguinhos! Colocarei aqui em baixo um texto que adorei, que achei no blog de um autor.

“Marisia sempre teve o dom de sonhar bem. Seus sonhos têm começo, meio e fim, as cores claras e belas, têm nomes e lugares exatos, têm rumo e destino, dosam tristeza e alegria nos seus tamanhos certos e têm sempre a generosidade desabrida de estar vivos na hora em que Marisia acorda.E talvez seja isso o que mais a fere: acordar destes sonhos multicores e tê-los próximos e doloridos durante todas as solitárias horas de seus dias em preto-e-branco.Então que, numa noite qualquer em que já se preparava para dormir, o copo de água acomodado no criado-mudo, Marisia teve a idéia de salvar seus dias: tentaria, no sonho, encontrar o par perfeito.O par perfeito chamava-se Osvaldo e encantou ainda mais o sonho de Marisia. Esta, quando acordou, descobriu que era feliz: sabendo escolher os motivos de seus sonhos, seus dias monótonos serviam apenas como intervalos às noites coloridas.Atravessou a claridade do dia aos sobressaltos, lembrando de Osvaldo a cada minuto e torcendo para que a noite e os sonhos chegassem logo. À hora de dormir, sorrindo em sua camisola nova, lembrou-se de ordenar a si mesma que sonhasse novamente com o par perfeito.Osvaldo esperava por ela à beira do sonho, abraço estendido. Percorreram a noite como se houvessem nascido amantes e despediram-se às novas luzes da manhã, apenas quando Marisia já não conseguia mais sustentar o sono. À hora exata em que acordou, ela ainda sentia em sua boca o peso quente dos lábios de Osvaldo.Assim todos os últimos dias, as noites cada vez menos bastas à felicidade do par perfeito, sete horas de sono que pareciam duas, o despertador insensível interrompendo juras de amor, Marisia recomeçando todos os dias o sofrimento da longa espera.Foi quando ela achou que era a hora de ficar para sempre com o amor de sua vida e decidiu sonhar que não acordava mais.Desde então, ambos vivem no sonho de Marisia um idílio sem faltas. Até quando ela seguirá neste sono inacabável, ninguém sabe – mas, enquanto isso, os dois são felizes.”
Henrique Schneider

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Escrever é fácil

“Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias.”
Pablo Neruda

Já me perguntaram se eu achava que tinha o dom de escrever. Eu acho que não. Acho que só tenho mais paciência que os outros para escrever, reescrever, reescrever, e corrigir imperfeições.
Antes de escrever, procuro dedicar segundos, minutos ou até horas de reflexão sobre o tema. Procuro escolher as melhores palavras e deixo que elas venham a mim. Talvez Deus as sopre em meus ouvidos. Talvez não. Não sei explicar, mas às vezes as palavras simplesmente vêm a mim. Pensei na possibilidade de ser Deus por causa do meu nome, que significa Guiada por Deus. Mas não sei se é verdade. De qualquer forma, agradeço a minha mãe que me deu esse nome. Se ele influencia algo na minha vida ou não, eu não sei. Mas eu gosto dele.
Obrigada, mãe!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Milagre II

“Há duas maneiras de encarar a vida, uma é não acreditar em milagres e a outra é acreditar que tudo é um milagre.”
Albert Einstein

domingo, 23 de agosto de 2009

Análise de livro: O Evangelho Segundo Jesus Cristo - José Saramago

Eu sei que esse blog foi feito só para eu colocar frases para serem analisadas, porém, achei que o livro é digno de uma análise de todo ele. Coloquei aqui quatro vídeos para vocês conhecerem melhor o autor.
http://www.youtube.com/watch?v=4XDmsXWlDqE

http://www.youtube.com/watch?v=KukaoWu00Uw
http://www.youtube.com/watch?v=_MmtA2aQjFQ
http://www.youtube.com/watch?v=m1nePkQAM4w
Muito bem. Agora deu pra ter uma noção de como é o Senhor José de Sousa Saramago. Às vezes é preciso conhecer o autor para entender o livro.
Uma coisa indiscutível é que o livro tem frases muito boas. É só dar uma olhada pelo meu blog que você pode encontrar as que mais me chamaram a atenção. As frases de Saramago muitas vezes me fazem refletir e filosofar.
Outra coisa, enquanto lia o livro e até depois de ter lido, sempre perguntava à minha mãe como estava na bíblia tal coisa e coisa e tal. Muitas vezes me surpreendia que era bem parecido com o que estava na bíblia. Sinal de que Saramago a leu para escrever o livro.
Mas o que mais me surpreendeu foram coisas que saíram da fonte infinita de imaginação do autor, que não tinham nada parecido na bíblia. O final é simplesmente maravilhoso. Quando o li, tive verdadeiras convulsões! Gritei, joguei o livro (e meu celular também) longe, e até xinguei o autor por me surpreender tanto! Não consigo descrever esse momento, acho que quem já leu um livro do Saramago pode me entender (quando li o final de O Homem Duplicado também tive convulsões, por isso, imagino que os outros também sejam surpreendentes!).
Mas agora chega de elogios.
Esse livro foi censurado, com a desculpa que “feria a Igreja Católica”. Essa censura não tem fundamento algum, pois logo na primeira página está escrito algo como “essa história é pura ficção”. Ou seja, José Saramago nunca disse que esse livro contava um história real, até porque ele é ateu.

É pura Literatura.

Nada mais.

Sendo ateu, fica claro que esse livro é uma crítica. (Ok, estou parecendo contraditória aqui, pois acabei de falar que a censura não tem fundamento, mas deixe-me lhe explicar: Ele criticou, mas não afirmou que aquilo era verdade) Num dos últimos capítulos há uma lista de umas cinco páginas de pessoas que morreram em nome de Deus. É de assustar, pois são muitas pessoas e o nome delas não era ficção. Saramago realmente pesquisou um pouco de cada pessoa. Ele diz que Deus é pura imaginação das pessoas, e diz que matar em nome de Deus é tornar Deus um assassino. Claro que, não acreditando na existência Dele, Saramago está criticando a Igreja (e principalmente a Católica, por ser a maior e a mais poderosa hoje e durante toda sua História).
No blog dele, tem um texto que diz que se todos fôssemos ateus, não haveria guerras, pois não haveria desacordos religiosos. Eu não concordo. Os culpados pelas guerras são os homens, e não suas religiões. Ele mesmo disse que matar em nome de Deus é tornar Deus um assassino. Se todos pensassem assim, acho que aí sim não haveria guerra, pois ninguém quer tornar Deus um assassino. Não é?
Mesmo com tantas críticas, Saramago não me convenceu a ser ateia. Primeiro porque suas críticas foram para a Igreja Católica (não há como criticar algo que não existe). E da Igreja Católica, eu já não gostava (desculpem-me os católicos, mas como o autor do livro mesmo disse, não da pra ser católico depois da Inquisição!)! Segundo porque não é qualquer um que consegue mudar meu ponto de vista sobre qualquer coisa. Eu procuro sempre enxergar tudo com um olhar crítico, não seria diferente com o maravilhoso livro de Saramago.
Então, acho que é isso. Não me lembro de mais nada que pensei durante minha leitura. Terminei há mais de um mês (levei dois meses para ler). Se faltou algo, provavelmente não tem importância. O livro é muito bom. Imperdível. O tipo de livro que não se pode morrer sem ler. Porém, não se pode ler sem olhar crítico.
Novamente, para reforçar,

É pura Literatura.

Nada mais.

sábado, 22 de agosto de 2009

Quem é você?

Olá, pessoas! Estive ausente por aqui por diversos motivos. Desculpem-me! Mas já voltei! Como prometi, essa é a última frase do livro o qual farei a análise (se possível, amanhã):

“(...) cada um olhando para dentro de si e perguntando, Quem és tu, que comigo te pareces, mas a quem não sei reconhecer, e não é que o dissessem de facto, as pessoas não se põem assim a falar sozinhas, sem mais nem menos, ou sequer o pensassem conscientemente, porém o certo é que um silêncio como este, quando fixamente olhamos as chamas duma fogueira e calamos, se quisermos traduzi-lo em palavras, não há outras, são aquelas, e dizem tudo.”
O Evangelho Segundo Jesus Cristo
José Saramago

Um minuto de reflexão seria bom agora. Então, antes de ler o que aqui está escrito, quero que você se pergunte: Quem sou eu?
Um dia, perguntei para a minha mãe se ela sabia quem ela era. Ela disse que sim. Eu realmente não sei quem eu sou. Talvez por ainda ter 18 anos e ela um pouco mais que isso, tive um tempo menor para me conhecer. Foi isso que ela me disse. Mas mesmo assim, não sei se um dia saberei realmente QUEM EU SOU.
Eu sei do que eu gosto, eu sei o que pretendo para o meu futuro, eu sei dos assuntos que me interessam. Mas acho que isso é pouco para saber quem sou eu.
Parece-me que morrerei sem saber, sem ter a certeza.
E você, sabe quem é?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Praticar o bem sem olhar a quem

Ontem, quando disse que faltavam duas frases de O Evangelho Segundo Jesus Cristo pra acabarem com todas as que eu tinha anotado, eu me enganei. Na verdade, eram três! E agora duas, pois uma eu postei ontem. Mais uma estou postando hoje, e se der posto a terceira amanhã, para poder fazer a análise do livro inteiro na 5ª.
Não vou enrolar mais, lá vai a frase:

“o mal é como a famosa e nunca vista ave Fénix que, parecendo morrer na fogueira, de um ovo que as suas próprias cinzas criaram volta a renascer. O bem é frágil, delicado, basta que o mal lhe lance ao rosto o bafo quente de um simples pecado para que se lhe creste para sempre a pureza, para que se quebre o caule do lírio e murche a flor da laranjeira.”
O Evangelho Segundo Jesus Cristo
José Saramago

Achei um tanto pessimista essa frase. Fora isso, minha interpretação desta foi que é muito fácil pecar, pois às vezes é prazeroso; e muito difícil fazer o bem. Mesmo difícil, sempre vale à pena fazer o bem. “Sem olhar a quem” como diz o ditado. Esse poderia ser o lema de vida de todo mundo. Pra falar a verdade, nem é o meu. Prefiro o “Não fazer com os outros o que não gostaria que fizessem com você.”, que no final das contas acho que da tudo no mesmo! Na aula de Filosofia do bimestre passado o professor falou que essas duas frase tão conhecidas fazem parte de uma mesma coisa: ÉTICA
Li num livro outro dia uma outra frase que também é meu lema de vida (por que não ter mais de um?), ela falava mais ou menos isso: Se tiver várias formas de fazer uma coisa, escolha sempre a mais difícil, pois isso aumentará a sua Inteligência. Por exemplo, preferir fazer cálculos de cabeça em vez de usar a calculadora.
Mas se praticar o bem pode ser mais difícil que pecar, então, pratique o bem, isso aumentará a sua Inteligência! Hahaha... Bem, isso não está nada provado, mas praticar o bem é bom! O próprio nome já diz! Então, pratique o bem sempre, pois não há dúvida nenhuma, isso te fará feliz!

domingo, 2 de agosto de 2009

Vida, escolhas e tempo

Olá, amiguinhos! Amanhã já recomeçam as minhas aulas. E estou com a impressão de que essas férias foram muuuito curtas! E pensar que daqui a um mês já tenho provas... Só de pensar já fico cansada! Mas enfim, mesmo curtas, nessas férias tive tempo de ler bastante. Não tanto quanto eu esperava, mas deu pra terminar um dos livros que eu estava lendo. Tenho duas frases dele para passar pra vocês e depois gostaria de fazer uma análise dele. Hoje colocarei uma frase. Se der, amanhã coloco a outra e quiçá na terça não faça a análise? Nunca escrevi no blog análise nenhuma de livro, mas acho que esse merece um post que fale só dele, pois ele é muito bom! Enfim, deixarem a análise para terça; afinal é sempre aconselhável deixar para o futuro o que é do futuro, o difícil é saber distinguir o que pertence a ele e o que pertence ao presente ou ao passado...

“Se ficares, arrepender-te-ás de não teres partido, se partires, arrepender-te-ás de não ter ficado (...) Pés que cresceram não voltam a encolher”
O Evangelho Segundo Jesus Cristo
José Saramago

Cazuza já dizia, “O tempo não para”, e na vida temos muitas escolhas para fazer. Sabemos que qualquer escolha importante que fizermos, influenciará nas nossas vidas. Por isso, é muito complicado escolher. Por isso é muito complicado viver. Mas se ficamos indecisos entre escolher uma coisa e outra e não escolhemos nada, pode ser pior. Seria tão bom se tivéssemos a máquina do tempo para saber se a influência de uma escolha daria em algum resultado, bom ou mau... Seria tão simples escolher, simplesmente ver dois ou mais futuros diferentes escolher o melhor. Pensando bem, teríamos que escolher de qualquer forma!
Então que venha a vida, que venham as escolhas, angustiantes ou não, que venha o tempo! Pois nós não podemos ter um sem ter os outros.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A paz garante as diferenças

Outro dia, estava eu me divertindo com um livro de História, e me deparei com uma frase muito boa de Nikita Kruchev, o primeiro dirigente da URSS depois de Stálin. Colocarei a frase dele aqui.
"Só a paz pode garantir as nossas diferenças, pois no caso de uma guerra nuclear, as cinzas do Comunismo e do Capitalismo serão totalmente indiferenciáveis."
Nikita Kruchev
Infelizmente, essa frase tão boa foi ignorada por muitas gerações que mantiveram a Guerra Fria...

terça-feira, 21 de julho de 2009

Utopia

"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro, e vivem como se não fossem morrer, e morrem como se não tivessem vivido."
Dalai Lama
Queria que as pessoas não se preocupassem tanto com dinheiro e sim se preocupassem em realizar os seus sonhos. Se todos fizessem isso, o mundo seria bem melhor. Seria lindo. Essa é a minha Utopia. As pessoas não acreditam em utopias... Isso é triste.
É preciso acreditar na Utopia, seja ela qual for.

domingo, 19 de julho de 2009

Perguntas

“Acontece isto muitas vezes, não fazemos as perguntas porque ainda não estávamos preparados para ouvir as respostas, ou por termos, simplesmente, medo delas. E, quando encontramos coragem para as lançar, não é raro que não nos respondam, como virá a fazer Jesus quando um dia lhe perguntarem, Que é a verdade. Então se calará até hoje.”

O Evangelho Segundo Jesus Cristo

José Saramago

sábado, 18 de julho de 2009

Ausência

Oi amiguinhos!
Demorei para voltar a postar, pois estou de férias! hehehe... Não tenho muito tempo hoje então já colocarei a frase:

"a ausência é também uma morte, a única e importante diferença é a esperança."
O Evangelho Segundo Jesus Cristo
José Saramago

sábado, 11 de julho de 2009

O Destino

“o destino, quantas vezes será preciso dizê-lo, é um cofre como não existe outro, que ao mesmo tempo está aberto e fechado, olhamos dentro dele, podemos ver o que já aconteceu, a vida passada, tornada destino cumprido, mas do que está para suceder não alcançamos mais do que uns pressentimentos, umas intuições”
O Evangelho Segundo Jesus Cristo
José Saramago


Eu não acredito em destino. Acho que cada um constrói o seu. Odeio quem se acomoda com as coisas e não luta pelo que quer simplesmente porque “O Destino quis assim”. Nós podemos escrever o nosso destino!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Amigos 2

“Um dia o amor perguntou para a amizade 'mas para que é que tu serves?' e a amizade respondeu 'é para cuidar das lágrimas que deixas cair'.”
Vinícius de Moraes

Simplesmente porque só uma homenagem seria pouco.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Amigos

Olá pessoas!
Hoje é o meu aniversário! Estou fazendo dezoito anos!
Nesse dia em que várias pessoas me dão parabéns, não poderia deixar de agradecer. Obrigada! Mas existem pessoas que eu sei que estão comigo todos os dias, e não só no meu aniversário. E agradeço a elas com todas as forças. Essas pessoas são os meus amigos. Quero que saibam que os amo muito e não viveria sem vocês. Obrigada por existirem, obrigada por estarem comigo a qualquer momento, seja feliz ou triste. Enfim, Fernando Pessoa já resume tudo o que eu sinto:
“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”
Fernando Pessoa

domingo, 5 de julho de 2009

Rosas

“quem deu rosas uma vez, não pode voltar a dar menos que rosas”
O Homem Duplicado
José Saramago

sábado, 4 de julho de 2009

A alma humana

“A alma humana é uma caixa donde sempre pode saltar um palhaço a fazer caretas e a deitar-nos a língua de fora, mas há ocasiões em que esse mesmo palhaço se limita a olhar-nos por cima da borda da caixa, e se vê que, por acidente, estamos procedendo segundo o que é justo e honesto, acena aprovadoramente com a cabeça e desaparece a pensar que ainda não somos um caso perdido.”
O Homem Duplicado
José Saramago

Só para reforçar: ainda não somos um caso perdido.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Liberdade de escolha

Oi amigos!
Lá vai a frase de hoje:

“(...) A bondade vem de dentro, 6655321. A bondade é uma coisa que se escolhe. Quando alguém não pode escolher, deixa de ser humano.””
Laranja Mecânica
Anthony Burgess

A liberdade é uma coisa muito boa. O livro de Anthony Burgess fala da falta dela. Nós humanos temos a liberdade de escolher entre a bondade e a maldade. No livro, o governo tenta obrigar a bondade das pessoas. Mas, na minha opinião, isso está errado. Melhor escolher pela maldade, do que não escolher; pois, quem deixa de escolher, deixa também de ser humano.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Saber História é básico

Não tenho muito tempo para falar, colocarei aqui um trecho de um livro que li.

“Uma memória coletiva nacional é promovida pelos Estados sob a forma de história oficial. Assumindo a aparência científica da “história dos historiadores”, ela convoca “todos os membros de uma sociedade, apesar da diversidade de suas situações e dos respectivos pontos de vista, a estarem unidos num passado coletivo” (Watchel, 1986, p.217). O veículo essencial da difusão dessa memória coletiva nacional, nas sociedades contemporâneas, é a escola. A intermediação institucional da escola tende a ocupar um papel preponderante sobre os outros meios de transferência do conhecimento histórico, que repousam nas memórias individuais.
Dessa maneira, a história escolar oficial forneceria uma narrativa-base para a memória coletiva. Essa base se torna tênue e incompleta em países como o Brasil, de escolarização precária – uma precariedade que diz respeito tanto à insuficiente cobertura escolar quanto à ineficácia da escola em sua tarefa específica de socialização de conhecimentos. O papel da escola na construção de uma memória coletiva nacional não será suprido satisfatoriamente por outros instrumentos, como os meios de comunicação de massa, que apresentam imagens apenas fragmentárias da história.”

Política e Mídia no Brasil
Luis Felipe Miguel

sábado, 27 de junho de 2009

Sonho

Olá pessoas! Como vão vocês? Eu estou bem. Um pouco cansada, é verdade, em época de provas fico assim. Mas provavelmente não ficarei de recuperação e por isso fico feliz! Daqui a duas semanas entro de férias e vou para Sampa! E daqui a uma semana e uns dias faço dezoito anos. Sinceramente, não acho que vai mudar muita coisa sendo legalmente responsável por meus atos, mas tudo bem. Provavelmente farei uma comemoração discreta. Algo mais... adulto?
Hoje eu só fiz duas coisas: li e dormi! Hahaha
Além de estar lendo O Evangelho Segundo Jesus Cristo, estou lendo também Política e Mídia no Brasil, foi esse que li hoje. É bem interessante. Estou lendo também Utopia, mas estou muito no começo ainda, não posso formar uma opinião sobre o mesmo.
Bom, chega de enrolar. Vamos à frase de hoje.
É uma frase bem fácil, que não precisa de muita reflexão.

"O Homem é do tamanho do seu sonho"
Fernando Pessoa

Quando li essa frase, eu disse: “Cara, eu sou enorme!”
Eu sonho muito muito muito alto. Meu sonho é escrever livros e fazer filmes que mostrem os problemas do mundo e façam as pessoas se moverem para mudá-lo. Meu sonho é mostrar para as pessoas que vale à pena sonhar e trabalhar por um mundo melhor.
Dizem que estou na idade de sonhar por um mundo melhor. Dizem que com trinta anos as pessoas param com isso, “amadurecem” e começam a pensar com mais pé no chão.
Eu espero que nunca aconteça isso comigo. Se amadurecer significa deixar de sonhar, espero ser imatura pelo resto da minha vida!
Mas e você, tem um sonho?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O filho de José e Maria

Novamente colocarei uma frase do “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Li esta frase ontem. É sem dúvida a mais famosa do livro, então se você já ouviu falar nele, já deve ter lido a frase.

“O filho de José e de Maria nasceu como todos os filhos dos homens, sujo de sangue de sua mãe, viscoso de suas mucosidades e sofrendo em silêncio. Chorou porque o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo.”
O Evangelho Segundo Jesus Cristo
José Saramago

Esta frase expressa exatamente o que José Saramago queria com este livro: mostrar o lado humano de Jesus. Não tenho muito o que falar, por isso já vou indo. Preciso escrever um pouco mais do meu livro antes de ir lavar a louça (pois é, nada a ver comigo, mas fazer o que né? A minha mãe mandou!) e ir dormir cedo; tenho prova amanhã...
Beijinhos meus amigos, espero que se apaixonem pelo Sara assim como eu.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Milagre

"milagre, milagre mesmo, por mais que nos digam, não é boa coisa, se é preciso torcer a lógica e a razão própria das coisas para torná-las melhores”
O Evangelho Segundo Jesus Cristo
José Saramago

Engraçado que nas aulas de filosofia de hoje e da semana passada, estávamos estudando o Racionalismo de Descartes, e leio uma frase desta. O Saramago é incrível, pois ele é único! Quem mais enxergaria o milagre desta forma? Os pensamentos dele são incomuns, improváveis, imprevisíveis e surpreendentes! Por isso que eu amo ler os livros dele!
Agora, parando de puxar o saco dele, vou expor a minha interpretação desta frase. Seria ótimo se as coisas fossem boas, mas não são. Então, quando é preciso de algo como um milagre, que não está dentro da normalidade, para tornar as coisas boas, quer dizer que as coisas estão péssimas! Por isso, seria melhor se não precisássemos de milagres para melhorar as coisas. Seria ótimo se nós mesmos pudéssemos trabalhar para melhorar as coisas, contando somente com a intervenção “moral” divina. Digo “moral” porque não encontrei palavra melhor para uma intervenção não física (como a multiplicação de pães), como naquele filme “Todo Poderoso”, a intervenção “moral” divina, seria um jovem dizer não às drogas e sim aos estudos.
E, finalizando como o filme, (que, aliás recomendo) seja o milagre!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O Homem é evoluído?

O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele.
Friedrich Nietzsche

Conhecendo a Corrupção Humana, é muito difícil acreditar em evolução. Desde quando o Homem é mais evoluído que os animais? Que animal que mata por matar? Só o Homem. Pois é, você dirá, mas temos uma coisa que os animais não têm: consciência! Sim, temos. E o que fazemos com ela? Jogamos fora! O animal mata por extinto, para se defender ou para comer. O Homem mata por ganância, por ódio, vingança, ou simplesmente porque está afim. Belo uso do Livre Arbítrio...
Felizmente, ainda existem pessoas boas que ainda conseguem ser melhor que os animais. É por elas que eu estou aqui, pois acredito que temos que provar que merecemos o Livre Arbítrio. Escrevo para incentivá-las a continuarem sendo boas, que não aceitem a Corrupção, que façam algo para melhorar o mundo, pois, terminando com uma frase bem lugar comum, A esperança é a última que morre!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Improvável x Impossível


Foto de Kevin Carter

Eu sei que nunca coloco foto no meu blog. Mas vou contar a história desta. Meu professor de Filosofia nos mostrou hoje. A história dela foi que o fotógrafo ficou na dúvida se ajudava a criança ou tirava a foto para mostrar ao mundo o problema. Acabou tirando a foto. Cinco minutos depois, a menina morreu e o urubu a comeu. O fotógrafo, depois disso, deu um tiro na boca e se matou. Ganhou o prêmio Nobel de fotografia. Houve polêmica por causa que em vez de ajudar a menina, ele tirou a foto. Mas milhares de crianças morrem todos os dias do mesmo modo. Uma está morrendo agora mesmo. Se Kevin Carter não tivesse tirado a foto, as pessoas conheceriam a gravidade do problema?
Não.
Mas a esperança não deve morrer. Kevin Carter se matou, mas sua foto continua aí, mostrando ao mundo as injustiças da humanidade. Por isso, nosso trabalho é fazer com que a morte desta menina e deste fotógrafo não tenham sido em vão. Você pode dizer “É impossível”. Mas se todos fizerem a sua parte, não é. Outra coisa que teve na aula de Filosofia, já faz um tempinho, assistimos ao filme “Corrente do Bem”. Não acho necessário comentar sobre ele, pois todo mundo já assistiu (Se você ainda não assistiu, assista agora!). Então, o menino imaginou um modo de mudar o mundo. Começou com apenas um menino, passou para três pessoas, dessas três passou para nove, vinte e sete...
Para finalizar, e responder a quem disse “É impossível”, digo uma frase do mesmo cara (aliás, um cara que admiro muito) que me mostrou essa foto, meu professor de Filosofia.

“O Improvável deve vencer o Impossível!”
Reni

sábado, 6 de junho de 2009

Não é porque é assim...

Acabei de assistir o filme Austrália. Gostei do filme, é bem longo tem 2h45min! Não é aquele filme imperdível mas é interessante. No filme falaram duas vezes uma frase que me chamou a atenção.

“Não é porque é assim que deva ser assim.”
Frase retirada do filme Austrália

Em 2007, eu li um livro muito bom chamado “Visconde partido ao meio”, não sei dizer o nome do autor, pois não me lembro. Mas vale à pena procurá-lo. É a história de um visconde que vai para a guerra e volta partido ao meio(e continua vivo)! Desde então, ele começa a fazer mil maldades. O que me chamou a atenção, foi que as pessoas no início ficaram apavoradas com suas maldades, mas depois foram se acostumando e não fazendo nada para impedir. É mais ou menos o que a frase do filme diz. Não se pode deixar algo errado continuar só porque este errado já se acomodou. Pense nisso.
O fim do livro, vou deixar você descobrir. O filme, deixarei você assistir.
Ah, quanto à Olimpíada de Matemática, eu fui bem mal!hahaaha, mas o que importa é a minha participação, não é? Então, eu ganhei experiência!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Os homens não vivem sem as mulheres!

Olá, amiguinhos!
Como vão vocês?Eu estou bem =D.Lembram que estava triste pois tirei duas notas ruins?Pois é, meu professor de geografia havia corrigido uma questão errado e eu fiquei com 7,8!
Outra coisa que me deixou bem feliz hoje foi que tirei 10 na prova de História ^^ Achei que tinha tirado um 7 ou 8...
Amanhã eu vou fazer a Olimpíada de matemática e por isso não tenho muito tempo aqui (queria dar mais umas olhada nuns exercícios, mesmo que saiba que não tenho muita chance de passar para a segunda fase...).Então vou colocar uma frasesinha bem fácil, que não precisa que eu interprete ou comente.

“é uma grande e solene verdade que os homens, mesmo vivendo sozinhos, nunca conseguem separar-se inteiramente das mulheres”
O Homem Duplicado
José Saramago

Hahaha, o Sara (o apelido que dei ao Saramago!Hahaha)já disse tudo!
Ontem comecei a ler outro livro dele “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, só li o primeiro capítulo até agora (devido à Olimpíada) mas já achei frases interessantes que talvez eu coloque aqui.
Bom, já vou indo, beijinhos, meus amigos!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ordem e Progresso


Hoje estou bem de saúde, mas estou meio triste, recebi duas provas corrigidas hoje com notas ruins, 5,3 em português e 6,8 em geografia =/
Bom, para compensar tirei 7,5 em inglês e 8 em física...
Mas não estou aqui para falar de notas. Como estive doente nesse fim de semana, fiquei em casa, deitada na cama com DOIS cobertores (ta muito frio aqui em Floripa!) lendo.
Eu estou me achando um pouco estranha pois em vez de estar lendo um livro literário, eu estava lendo um livro de história! E me divertindo! Uma coisa boa desse finds foi que li bastante e descobri que eu gosto de história e política muito mais do que pensava que gostava... mas fiquem tranquilos, eu não vou largar a literatura para virar professora de história nem muito menos política. O que vou é colocar nos meus livros meus pensamentos (críticos) abordando a sociedade. Agora tenho a certeza de que é isso que quero para a minha vida. Posso mudar minha cabeça? Sim. Ainda tenho (quase) dezoito anos, posso mudar de ideia, mas duvido muito, eu quero ser escritora desde os meus dez ou onze anos!
Hehehe...
Uma coisa que estou bem contente foi que comecei a escrever um livro novo! Faz acho que umas duas semanas. O que eu estava escrevendo antes, sei lá, empaquei, não sei se continuarei, este novo me parece tão interessante!
Mas vamos ao assunto de hoje. Foi no livro de história que eu estava lendo que li uma frase do Tancredo Neves. Gostei bastante, e anotei para colocá-la aqui a compartilhá-la com vocês.
“Enquanto houver nesse país um só homem sem trabalho, sem pão, sem teto e sem letras, toda prosperidade será falsa.”
Tancredo Neves
Pois é, eu sempre coloco frases de escritores ou de filósofos, e hoje coloquei de um político! É, de vez em quando eles falam alguma coisa que preste. E de vez em nunca eles FAZEM alguma coisa que preste. Enfim, a frase é boa. Não há prosperidade quando há desemprego, fome, analfabetismo...Resumindo, não há prosperidade de um país quando há DESIGUALDADE SOCIAL! Será que é difícil saber isso? E será que é mais difícil ainda fazer alguma coisa para mudar isso?
Eu poderia reduzir essa frase para “Sem educação não há prosperidade.”. Simples assim. Pois a Educação é a base de tudo. É nas crianças que está o futuro, é preciso educá-las para que elas tornem o futuro melhor, pois o futuro está nas mãos delas.
Então, se você é político (duvido que algum político leia o meu blog), faça alguma coisa! E se você é cidadão, vote COM CONSCIÊNCIA nas próximas eleições em quem faz alguma coisa. Por favor! O Brasil precisa de você! Eu quero saber onde estão a Ordem e o Progresso!Me ajude a buscá-los.

sábado, 30 de maio de 2009

O Homem

Boa noite, amiguinhos!
Estou com gripe e não deveria estar postando aqui, deveria estar deitada na cama...mas estou por amar fazê-lo, apesar de não andar tendo muito tempo para isso...Bom, lá vai a frase de hoje:
"A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável."
Jean Jacques Rosseau
Essa é uma triste verdade...
Enfim, estou com dor de cabeça e infelizmente então não posso ficar aqui refletindo.Mas aqui está a frase para vocês refletirem.
Até outro dia!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A árvore aonde irá?

Quando criança, eu adorava assistir aos clássicos Disney.Pra falar a verdade, ainda gosto, e de vez em quando dou uma de criança e assisto às fitas (Fitas!Que retorno ao passado, não?) que tenho guardadas aqui em casa.São coisas que você não pode se desfazer NUNCA!
Bem, outro dia, (quer dizer, faz mais de duas semanas) eu assisti Pocahontas pela milésima nona vez (pelo menos) e percebi que importante mensagem ela deixa numa canção.E é esta canção que colocarei aqui.

“Se acha que eu sou selvagem



Você viajou bastante, talvez tenha razão



Mas não consigo ver, mais selvagem quem vai ser



Precisa escutar com o coração, coração....S



e pensa que essa terra lhe pertence



Você tem muito ainda o que aprender



Pois cada planta, pedra, ou criatura



Está viva e tem alma, é um ser



Vê que só gente é seu semelhante



E que os outros não tem o seu valor



Mas se seguir pegadas de um estranho



Mil surpresas vai achar ao seu redor



Já ouviu um lobo uivando pra a lua azul?



Será que já viu um lince sorrir?



É capaz de ouvir as vozes da Montanha?



E com as cores do vento colorir?



E com as cores do vento colorir?



Correndo pelas trilhas das florestas



Provando das frutinhas o sabor



Rolando em meio a tanta riqueza



Nunca vai calcular o seu valor



A lua, o sol e o rio são meus Parentes



A garça e a lontra são iguais a mim



Nós somos tão ligados uns aos outros.



Nesse arco nesse círculo sem fim



A árvore aonde irá?S



e você a cortar nunca saberá



Não vai mais o lobo uivar para a lua azul



Já não importa mais a nossa cor



Vamos cantar com as belas vozes da montanha



E com as cores do vento colorir



Você só vai conseguir



Dessa terra usufruir



Se com as cores do vento colorir”
Disney
(Infelizmente não sei o nome do compositor da música)
Os Homens em geral se acham mais importantes que outras criaturas.Não percebem que sem os animais e plantas não teriam alimento, sem elas não teriam nem oxigênio.Não percebem que não viveriam sem certas bactérias, não percebem que é dos fungos que é tirada a Penicilina (que pra quem não sabe, é um antibiótico).
E a Pocahontas fala disso.Que é importante enxergar todos os seres como irmãos, pois nós precisamos deles e eles de nós.
A parte que eu mais gosto é “A árvore aonde irá?Se você a cortar, nunca saberá!”.



Deixe a árvore te mostrar!

domingo, 17 de maio de 2009

Ideologia

É!Finalmente estou postando de novo!Desculpem-me pela demora meus amigos.É que vou participar de uma Olimpíada de Matemática e estou estudando bastante, por isso não estou tendo tempo para postar (e viver!).
Mas estou postando hoje.
O assunto de hoje é Ideologia.
Vou colocar a letra de uma música do Cazuza aqui.Sabe, ontem eu fui vadiar no shopping com uma amiga minha.O ônibus de volta tava lotado e descobri que estava assim pois haveria um show do Roberto Carlos, o “rei”.Hoje estava pensando e cheguei a uma conclusão:O rei não é Roberto Carlos, e sim Cazuza!!!
“Meu partido
É um coração partido
E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato
Que eu nem acredito
Ah! eu nem acredito...

Que aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do "Grand Monde"...

Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma prá viver
Ideologia!
Eu quero uma prá viver...

O meu tesão
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs
Não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar
A conta do analista
Prá nunca mais
Ter que saber
Quem eu sou
Saber quem eu sou..

Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...

Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma prá viver
Ideologia!
Eu quero uma prá viver..
Ideologia!
Prá viver
Ideologia!
Eu quero uma prá viver...”

Cazuza
A mensagem é clara:Todos devem ter uma ideologia.É isso que eu penso.Pois quem não tem Ideologia, não tem razão para viver!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O que a ciência é afinal?

“a Deus nada é impossível e que a ciência deste século é realmente, como disse o outro, uma tola.”
O Homem Duplicado
José Saramago
Quantas vezes o Homem não se deparou com uma pergunta que a ciência não podia responder, mas Deus sim?Quem criou o mundo?O Big Bang.E quem fez o Big Bang?
É disso que estou falando.Os cientistas podem responder muitas coisas, mas não podem responder tudo.Não estou falando mal da ciência.Eu adoro ciência.Mas ela tem limites.Pelo menos por enquanto.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Dia das Mães

Eu sei, eu sei que fiquei séculos sem postar, fiquei muito ocupada esses dias, não deu mesmo.Sei também que hoje não é dia das mães, mas ele está chegando e tive vontade de homenageá-las hoje.
Outro dia, li um conto de um livro de contos que leio às vezes.Os contos falam de três anjos, Mônica, Tess e Andrew, que são mandados para ajudar os humanos.Vou colocar um trecho que li no conto.

““(...) O álcool pode bloquear sua dor, mas não vai salvar você”. Ela fez uma pausa. “Somente Deus pode fazer isso”. Ela abriu a mão. A pele estava restaurada e o sangue milagrosamente desaparecera. “Algumas vezes”, ela sussurrou, “Ele manda anjos para mostrar como fazer isso. E algumas vezes Ele manda Mães”.”
Conto “Dia Das Mães” do livro “O toque de um Anjo” de Martha Williamson

É isso aí, eu não preciso falar mais nada.Parabéns para todas as mães do mundo.
E para aproveitar a oportunidade, parabéns para a minha avó Lizette que fez 73 anos ontem.
Pra falar a verdade, eu acho que dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, dia dos namorados, etc, é só uma invenção das lojas para venderem mais.Mas enfim, eu esqueço sempre de dizer o quanto minha mãe é importante para mim, e pelo menos, no dia das mães eu lembro.Parabéns mãe, e obrigada por existir.Mas nem pense eu pedir presente, isso seria engolir a intenção deles que só é ganhar dinheiro.
Até outro dia, beijinhos.

domingo, 26 de abril de 2009

Laranja Mecânica

Hoje terminei um livro muito bom que estava lendo.Acho que todos já ouviram falar, se chama Laranja Mecânica.É uma distopia (na minha opinião, o melhor tipo de livro que existe!) e conta a história de um garoto criminoso.Obviamente, o governo tenta impedir esse garoto de cometer os crimes de um jeito horrível.Não vou contar mais nada pois quero que vocês leiam.É um livro bem pequeno, de umas 200 páginas.Vale à pena ler!
Hoje vou colocar um trecho desse livro.Ah, mais uma coisa, o livro é narrado pelo garoto, que, como adolescente, tem suas gírias.O autor, muito inteligente, criou as gírias.Por isso, há palavras incompreensíveis que eu coloquei a tradução entre parêntesis.

Mais ainda, a ruindade faz parte do ser do eu, tanto em mim quanto em vocês no odinóque (sozinho), e este eu é feito por Bog (Deus), ou Deus e é o seu grande orgulho e radóste (alegria). Mas o não-ser não pode aceitar o mal, quer dizer, os do governo, os juízes e os colégios não podem permitir o mal porque não podem permitir a individualidade. E não é a nossa História moderna, meus irmãos, a história de bravas individualidades malenques (pequenas) lutando contra essas máquinas enormes?”
Laranja Mecânica
Anthony Burgess

O pensamento de Alex, o garoto, é mais ou menos esse:as pessoas que só fazem atos socialmente aceitáveis (ou escondem atos inaceitáveis), são consideradas boas.São a maioria.As pessoas más, são a minoria.O governo, não aceita a maldade descarada (mesmo que faça maldades escondidas), pois essas são inaceitáveis, são individualidades.Numa sociedade como a do livro, pessoas como Alex, que fazem maldades sem se esconder, são julgadas.Já o governo que tortura essas mesmas pessoas, é o bonzinho.

sábado, 25 de abril de 2009

O Filósofo

Descobri que é simplesmente impossível eu tentar postar em semana de provas.Não dá.Então já vou lhes dizer que nem vou mais tentar.Eu tenho provas até 5ª feira e nesses dias eu não vou postar.Então eu terei três semanas postando até chegar mais uma semana de provas...e é assim a vida de uma menina que está no Ensino Médio.
Enfim, hoje vou postar, pois hoje tenho tempo.
Vou postar uma frase que não sei de quem é, acabei de ler em uma Comunidade do Orkut.

"... o Filósofo ele se reconhece ignorante, e deste reconhecimento ele tenta mudar a sua realidade para tornar-se mais culto e assim sobressair dos demais a sua volta..."

É isso aí, é importante você conhecer a realidade, para mudá-la.Não necessariamente isso será prazeroso.Mas se a gente não enxergar os problemas, eles vão continuar lá.Talvez eles nunca nos afete, mas sempre afetará alguém.Eu acho que é isso que um Filósofo faz, se reconhece ignorante, e por isso torna-se sedento por conhecimento.Então, quanto mais ele sabe, provavelmente, mais ele sofre, e também mais ele tenta mudar esse sofrimento, tornando assim o mundo melhor.

sábado, 18 de abril de 2009

O pior dos muros

“o pior de todos os muros é uma porta de que nunca se teve a chave”
O Homem Duplicado
José Saramago

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Vida

“Por que é que nós estamos aqui, ninguém consulta a gente para saber se a gente quer participar ou não, e, de repente, a gente se vê jogado no meio desta loucura, maravilhosa por um lado, mas sangrenta por outro, que é a vida.Essa pergunta é uma das mais difíceis e acho que vai permanecer até o fim.Mas, se Deus existe, e eu acredito que existe, essa resposta vai ser dada.”
Ariano Suassuna
Por que estamos aqui?Realmente, também acho que essa pergunta vai permanecer até o fim.
A vida é mesmo uma loucura.Não sabemos por que estamos aqui, pra que viemos...
Eu realmente não sei.Só sei que a gente tem que fazer nossa vida valer a pena.Fazer algo de bom, alguma ação boa, seja ela qual for.Não precisa fazer uma coisa grandiosa.Mas acho que seria muito bom se todos pensassem que são vivos pois devem melhorar o mundo de qualquer forma.Cada um com a sua.
Acredito que cada ser humano tem pelo menos um talento, alguma coisa que faça bem e que goste de fazer.Acho que é com este talento que devemos melhorar o mundo.
Mas, infelizmente, alguns “talentos” não são reconhecidos, e isso leva algumas pessoas a não levar a sério o que gostam de fazer e resolver fazer outra coisa só para se sustentar.Isso é realmente muito triste e infelizmente, compreensível também.
Eu espero que você faça ou vá fazer o que você gosta de fazer, o que você é bom.Tenho certeza que com isso você ajudará o mundo e a você mesmo.
A vida é uma loucura, aproveite essa loucura, seja louco se te der vontade. Seja feliz, se você tem um sonho, siga em frente, não olhe para os lados, e construa um mundo melhor com a sua felicidade.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Diversidade

Hoje colocarei mais uma frase do Homem Duplicado, estava com saudade delas.
“Era como se, por parecer diferente, se tivesse tornado mais ele mesmo.”
O Homem Duplicado
José Saramago
Aí está a maior filosofia que encontrei neste livro.
As pessoas estão ficando parecidas demais, sem personalidade, seguindo modas, seguindo regras que não estão em nenhuma Constituição, estão somente nas mentes das pessoas.Aí, quando aparece uma pessoa diferente, é julgada.Essa pessoa, é julgada por ter PERSONALIDADE!
Nada contra se você é parecido com seus amigos, isso é super normal.Você só não pode SER os seus amigos.Cada um é cada um, cada um tem a sua personalidade e sua vida.A diversidade é uma coisa muito bonita.Seja diferente, seja você mesmo!Isso é realmente maravilhoso!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Visão de Mundo

Olá meus amiguinhos!Desculpem-me por ter ficado três dias sem postar, é que 2ª e 3ª tive Simulado, tinha que estudar, e ontem tive que fazer um trabalho de Geografia, que coisa feia Yvee, deixou para a última hora!Pois é...mas hoje estou postando não?Então...Hoje vou colocar um pequeno texto que fala de um trabalho de Platão, que meu professor de Filosofia nos deu ontem.

“O Mito da Caverna
A passagem mais famosa em toda a obra de Platão se acha na República e é conhecida como o Mito da Caverna.Nele, Platão coloca de forma simbólica sua visão da condição humana, e especialmente do conhecimento humano, em relação à realidade como um todo.
Imagine, diz ele, uma grande caverna, ligada ao mundo exterior por uma passagem longa o bastante para impedir que qualquer luz do dia penetre na própria caverna.Olhando para a parede do fundo, com as costas voltadas para a entrada, está uma fila de prisioneiros.Não só seus membros estão acorrentados como também têm seus pescoços presos, de modo que não conseguem mover as cabeças, e portanto não podem ver nenhuma parte de si mesmos.Tudo o que podem ver é a parede à sua frente.Têm estado nessa situação por toda a vida, e não conhecem nada mais.
Na caverna, atrás deles, há uma grande fogueira.Sem que eles saibam, existe uma mureta da altura de um homem entre eles e a fogueira; e do outro lado dessa mureta há gente passando constantemente de lá para cá levando coisas em suas cabeças.As sombras desses objetos são projetadas na parede em frente aos prisioneiros pela luz da fogueira, e as vozes das pessoas que os carregam ecoam sobre a mureta e chegam aos ouvidos dos prisioneiros.Ora, diz Platão, as únicas entidades que os prisioneiros apreendem ou experimentam em toda a sua existência são essas sombras e esses ecos.Em tais circunstâncias, seria natural para eles supor que sombras e ecos constituem toda a realidade que existe; e seria a essa “realidade”, e à experiência que têm dela, que toda a sua conversa se referia.
TUDO QUE PODEM VER É A PAREDE À SUA FRENTE
Se um dos prisioneiros pudesse soltar as correntes, estaria tão entrevado por toda uma vida de imobilidade na penumbra que só girar o corpo já lhe seria doloroso e incômodo, e a fogueira ofuscaria seus olhos.Ele se veria confuso e atordoado, e desejaria dar as costas de novo e encarar a parede de sombra, a realidade que ele entende.Se fosse arrastado de uma vez para fora da caverna, para o mundo da deslumbrante luz do dia, ficaria cego e desnorteado, e demoraria muito até que conseguisse ver ou entender qualquer coisa.Mas então, quando já estivesse habituado a viver no mundo exterior, se tivesse de retornar à caverna, de novo ficaria temporariamente cego, dessa vez por causa da escuridão.E tudo o que dissesse aos prisioneiros sobre suas experiências seria incompreensível para aquelas pessoas cuja linguagem só teria sombras e ecos como referências.
O modo de começar a compreender esta alegoria é nos ver a nós, seres humanos, como aprisionados em nossos próprios corpos, tendo por companhia apenas prisioneiros iguais a nós, e todos nós incapazes de discernir os seres reais um do outro, ou ao menos nosso próprio ser real.Nossa experiência direta não é da realidade, mas do que esta em nossas mentes.”


Antes de ler o que aqui está escrito, pense no texto que acabou de ler.É bom que você tenha a sua opinião, antes de ler a minha.

Bem, nossa, esse texto me faz pensar em tantas coisas que até acho difícil começar.
Cada um de nós, está preso, como esses prisioneiros.Cada um tem a sua visão da realidade.Algumas pessoas têm visões parecidas, outras completamente diferentes, mas nunca iguais.Alguém que pense de um jeito parecido com o meu, lerá o que escrevo e concordará com pelo menos com quase tudo.Uma pessoa que enxergue as coisas completamente diferente de mim, lerá, e não concordará com nada.

Achamos estranho, por exemplo, pessoas de outros países que comem escorpião.Elas, podem achar estranho a gente comer feijão com arroz todo santo dia.Isso pois vivemos realidades, e vidas completamente diferentes.

O que é certo para um, pode ser errado para outro, pois cada um tem a SUA REALIDADE.
Não há modo errado ou certo de ver a realidade, apenas há modos diferentes.
Claro que devemos trocar nossas visões de mundo, para enriquecermos, atenção, enriquecermos as nossas, e não mudá-las, e enriquecermos as dos outros.
Não digo que seja errado mudar a sua visão do mundo, pelo contrário, normalmente, quando se muda, se amadurece.

Todos nascemos da barriga de nossas mães, o mundo para nós era a barriga de nossas mães, e quando nascemos descobrimos que o mundo é muito maior que aquilo.Esse talvez seja o primeiro amadurecimento de nossas vidas.

Depois, crescemos, perguntamos aos pais, ou vamos à escola, de alguma forma, percebemos que o mundo não é só seu bairro, nem sua cidade, nem seu país.O mundo é maior até (e muito maior aliás) que o Sistema Solar!

Enfim, o que estou querendo dizer, é que, para mim (você percebeu?Para mim, para outro pode ser diferente!), é certo você trocar ideias com as pessoas, enriquecendo ambas, o errado é você mudar o pensamento de outra pessoa, pois você acha que só o seu é certo.
Por exemplo, na Idade Média, quando a Igreja Católica matava pessoas que, como Galileu, diziam que a Terra girava em torno do Sol.

Se a gente pensar com o pensamento de hoje, a Igreja estava errada, e Galileu, certo.Mas se a gente fizer algum esforço e tentar olhar com os olhos da Igreja na época, talvez poderíamos ver que eles realmente acreditavam que o Sol é que girava em torno da Terra, e não o contrário.Mas, talvez poderíamos ver também, que alguns dos poderosos da Igreja sabiam que Galileu estava certo, mas não queriam que o povo mudasse seu pensamento, ou seja, amadurecesse.Nó sabemos que nessa época a Igreja era rica e muito poderosa.Essa informação poderia mudar a cabeça das pessoas, que pensariam diferente e poderiam mudar a realidade.Realidade essa que era ótima para o Clero e para Nobreza.

Bem, e Hitler?Algumas pessoas podem achar que ele matou um monte gente simplesmente porque estava afim, por diversão.Outras podem pensar que era tudo preconceito.Outras até, infelizmente, podem gostar do que ele fez.Eu acho, e talvez se estudar mais mude de ideia, que para ele, ele estava super certo.Para ele, o mundo seria melhor se os judeus morressem.Imagino que muitas pessoas que lerem isso vão discordar comigo, “Ele era um maníaco que gostava de torturar e matar, só isso!”

Não estou tentando procurar alguma bondade nele.Mas você sabia que ele era vegetariano?Pois é, fico pensando em como alguém que se preocupa com os animais, mata tantos humanos.Outra coisa, o discurso dele, foi o 2º mais convincente de toda a História, (o 1º foi de Jesus Cristo).Acho que alguém que faz um discurso desse, acredita no que fala, que realmente, o mundo seria melhor sem os judeus, e eles mereciam sofrer.

Antes que alguém se assuste ou me interprete mal, que fique claro que eu não concordo com o que Hitler fez, só tento, e acho importante, tentar enxergar as coisas pelos olhos dos outros, para tentar entendê-los.Eu disse entendê-los, e não mudar minha visão por isso.
Novamente, é certo trocar ideias, o errado é obrigar as pessoas a ver a mesma realidade que você.

Mas uma coisinha, (eu disse que esse texto me fez pensar em muita coisa!) muita gente aqui no Brasil, se alguém perguntar qual é o tipo de cabelo que ela gosta, vai dizer loiro e liso.Isso quer dizer que ele é o melhor tipo de cabelo?Não.Só que muitas pessoas acham que é o melhor tipo de cabelo.Nada contra cabelos loiros e lisos, na verdade acho que são lindos, mas, se a gente for reparar na mídia, podemos ver que lá ta cheio de cabelos loiros e lisos.Agora, a mídia está cheia de cabelos loiros e lisos porque as pessoas preferem, ou as pessoas preferem esse tipo de cabelo porque está na mídia?
Pense.

Na minha opinião, mais do que mudar a opinião das pessoas, a mídia pode DETERMINAR a opinião das pessoas.Algumas pessoas podem engolir tudo o que passa na mídia simplesmente porque nunca formaram a sua opinião, graças a mídia que sempre fez isso por elas, em todas as suas vidas.

Por favor, não vá desligar a TV para sempre!Só gostaria que você continue a assistir TV, mas com consciência, e com sua visão do mundo formada.A mídia, pode dar a opinião dela, cabe a você conhecê-la, ver se concorda ou não, e formar a sua opinião, ou acrescentar algo, ou não, nela.
Para terminar, um pequeno resumo.Cada um tem a sua visão de mundo.Cada um pode trocar a visão de mundo com o outro.Cada um pode tentar entender a visão de mundo do outro.Cada um pode mudar sua visão de mundo, mas essa mudança deve vir de dentro pra fora, e não o contrário.

É isso, espero que vocês tenham refletido bastante, assim como eu, ou mais!
Beijinhos amigos.

sábado, 11 de abril de 2009

Um escritor verdadeiro

“Se ele é um escritor verdadeiro, tem de encontrar aquele estilo que expressa o seu mundo interior.”
Ariano Suassuna
Eu gostaria de saber se o meu modo de escrever “expressa o meu mundo interior”, como saber isso?Só sei que gosto do meu modo de escrever, me sinto bem escrevendo, e sei lá, é isso; quando se escreve, se pensa no que escrever, e quando se fala, quase nunca dá tempo de pensar, então quando a gente escreve faz um trabalho muito melhor, pois pensa e se dedica... escrevo porque acho que tenho algo de bom pra passar para as pessoas, algo que talvez eu só saberia escrevendo, se esse é o meu mundo interior, eu não sei.Mas me sinto bem escrevendo o que eu penso, me sinto como se tivesse colaborando para melhorar o mundo, alguma coisa assim.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O que é que pertence ao amanhã?

“deixemos para o dia de amanhã o que o dia de amanhã pertence, É uma boa filosofia, A melhor, Desde que se saiba o que é que pertence a esse dia de amanhã, Enquanto lá não chegarmos não se pode saber”
O Homem Duplicado
José Saramago

O que é que pertence ao amanhã?
O que é que pertence ao dia de hoje?

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Liberalismo, Socialismo, Humanismo

Vocês se lembram de quando falei daquela Comunidade do Orkut do George Orwell e daquele Tópico “O que vocês acham do Capitalismo?”?Pois é, ainda estou discutindo lá, principalmente com um cara, o Henrique, que defende o liberalismo com todas as forças, a gente quase se espanca lá, mas educadamente, é claro.hahahahha
Bom, outro dia ele me perguntou qual era a minha “solução”, já que eu criticava tanto o liberalismo.Não que eu seja socialista.
Hoje respondi a pergunta dele e acho interessante colocar a minha resposta aqui.
“Acho preguiça um pessoa ter que escolher entre socialismo e liberalismo, sendo que ambos têm defeitos.A não ser que a pessoa não enxergue esses defeitos, aceite esses defeitos, ou simplesmente não os encare como defeitos.
Caso contrário, as pessoas deveriam refletir, imaginar, criar uma nova forma de política, ou algo parecido.
Para fazer isso, acho que as pessoas deveriam analisar cada um, liberalismo e socialismo.
Eu acho que a Revolução Francesa tinha ideais lindos, Liberdade, Fraternidade, Igualdade.Mas todos eles foram realmente aplicados com o liberalismo?
Vejamos...ninguém pode discordar que a Liberdade está na Economia, pois com o liberalismo não há intervenção estatal nela.A Igualdade está nas leis, as leis valem para todos.E a Fraternidade...não faço a menor ideia de onde tenham enfiado ela!
Bom, sem intervenção estatal na economia, é muito mais fácil um explorar o outro, pois não há um salário mínimo estabelecido.
E, a teoria das leis para todos é linda, mas estamos cansados de ver que quem tem dinheiro (no liberalismo) não fica preso por muito tempo, por mais coisas erradas que tenha feito.
Agora vamos analisar o marxismo.Continuo com os ideais da Revolução Francesa, pois, como já disse, acho que são muito lindos.
Há igualdade na distribuição da renda.Não há liberdade, nem fraternidade.
E essa Igualdade na distribuição de renda contêm erros, quer dizer, o Estado distribui igualmente para todos mas ele acaba sendo privilegiado, então essa “Igualdade” não é tão igual.
Eu acho, que o ideal é colocar a Fraternidade no âmbito da Economia, cada um recebe o que precisa receber. Por exemplo, um padeiro tem três filhos para sustentar, enquanto um médico só tem que sustentar a si mesmo.O justo é o padeiro receber mais do que o médico, afinal, ele precisa mais.E cada um recebe o que precisa fazendo o que gosta, ou seja, todos os trabalhos são valorizados.
Se todos os trabalhos fossem valorizados, acho que existiriam mais professores, afinal, professor não é uma profissão muito valorizada aqui no Brasil, mas é muito importante.Isso traria uma educação muito melhor.E o progresso é a consequência da educação.Além dos salários serem distribuídos fraternalmente, as terras também deveriam ser.Continuando a falar da educação, esta também traria a verdadeira liberdade, que, para mim, é uma pessoa ser livre para pensar o que quiser.Poder se vestir como quiser, sem ter que obedecer tendências se não quiser, e não ser julgada por isso.Poder se expressar como quiser, poder criticar o que para ela está errado, sem ser repreendida.E poder defender seus direitos.A Igualdade, como no liberalismo, deveria continuar nas leis, mas como as pessoas ganhariam o que precisam, não haveria corrupção no sentido de pessoas ricas não ficarem presas, porque ninguém seria rico, mas todos viveriam bem, pois não faltaria nada a ninguém.
Eu sei que o que eu imagino é difícil, e talvez não dê certo, quer dizer, como saber quanto dinheiro cada um precisa?Com certeza algumas pessoas mentiriam e diriam que têm milhões de filhos quando realmente não têm nenhum, e receberiam mais dinheiro.Seria preciso fiscalizar isso, muito bem fiscalizado.Isso é possível?Sim, e muito difícil também.
Acho que eu deveria chamar isso de Humanismo, não é bem mais humano que o Socialismo e que o Liberalismo?”
Para algumas pessoas, e tenho quase certeza que para o Henrique, essa fiscalização pode tirar a liberdade das pessoas.Para umas pessoas pode até parecer uma ditadura.O que eu imaginei, sei que tem defeitos, talvez seja utopia, talvez seja impossível numa sociedade que vive da corrupção.Mas até que é uma ideia boa não?
E é isso aí, é o que eu acho.E o que você acha?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Uma pequena verdade

"Educai as crianças e não será preciso punir os homens"
Pitágoras

terça-feira, 7 de abril de 2009

Por mais que mudamos...

Outro dia li uma entrevista com Ariano Suassuna, na revista Filosofia, e ele disse coisas interessantes que vou colocar aqui.Pra falar a verdade, nunca li um livro dele inteiro.Até comecei “O Santo e a Porca”, mas não deu tempo de ler e tive que devolver pra biblioteca faltando dois terços do livro.Mas gostei do começo.Vou colocar um trecho hoje, outros trechos da entrevista, vou colocar em outros dias, talvez eu reveze com trechos do Homem Duplicado, pra não enjoar e ficar repetitivo.
“Aí, Bergunson encontrou uma solução.Ele disse: “eu sei que a gente vê que os seres são sujeitos à mudança, à transformação, à ruína, à morte, mas existe um ser, pelo menos, do qual a gente pode dizer que, apesar de todas as mudanças, ele permanece: somos nós mesmos”.Cada um de nós sabe, eu sei, por exemplo, que o Ariano que viveu os acontecimentos de 1930 é o mesmo Ariano de hoje, apesar de eu ter me transformado de um menino em um velho.”
Ariano Suassuna
Sabe, eu fiquei pensando, por mais que eu tenha mudado nessa minha pequena vida de 17 anos e nove meses, continuei o que eu sempre fui.Na minha opinião, eu melhorei; fiquei mais inteligente, estudiosa, e mais preocupada com política e com o mundo; na minha opinião, fiquei mais humilde também!hahaha
Enfim,lá no fundo, eu sempre fui a mesma Samara.(Meu nome verdadeiro é Samara, Yvee é só meu pseudônimo)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Para quê servem as vitórias?

“Uma vitória, Que não servirá para nada, De fato, nunca se sabe muito bem para que servem as vitórias”
O Homem Duplicado
José Saramago
Nessas férias, eu assisti a dois filmes muito bons, que se completam.
“A conquista da honra” e “As cartas de Ywo Jima”
Eles contavam batalhas da II Guerra.
O “A conquista da honra” mostra a guerra pelo lado dos EUA, e o “As cartas de Ywo Jima” mostra a guerra pelo lado dos japoneses.Eram batalhas que lutavam por uma ilha chamada Ywo Jima, os EUA queriam a ilha que era dos japoneses.Acontece, que aquela ilha não servia para nada, sua terra era muito infértil e ninguém morava nela.Então, pra quê lutar por uma ilha daquelas?Era isso que os soldados de ambos os lados questionavam.O nome do primeiro filme responde a pergunta:para conquistar honra.Mas isso é um absurdo, conquistar honra para nada, matar pessoas só pela honra, que futilidade!Pra quê que serviu a vitória?Para nada!