terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Embelezar

Não é porque eu gosto de ver o sorriso de uma criança que eu não veja o olhar invejoso do vizinho. Não é porque eu gosto de admirar a luz da lua cheia que eu não veja as pessoas gananciosas ao meu redor. Não é porque eu vejo o amor entre as pessoas que eu também não veja o ódio. Não sou tola, não sou inocente, não sou mais criança. Mas olhar o mundo com os olhos de criança pode torna-lo mais belo. Acreditar que as pessoas podem fazer o bem umas às outras e com isso fazer o bem a elas, faz com que essa crença se concretize. Não endureça seu coração jamais. Sorria, seja feliz. Sua felicidade não é medida pela inveja dos outros, se você fizer isso, não estará sendo muito diferente deles. Veja como os passarinhos são felizes num dia de sol. Veja como eles cantam. Cante também. E não se importe com os outros. A vida não é perfeita, mas pode ser bela. Embeleze sua vida. Embeleze a vida dos outros. Embeleze a vida do mundo inteiro.

sábado, 19 de novembro de 2011

Diálogo

1: Eu sou amigo deles.

2: De quem?

1: Dos extraterrestres.

2: Como você pode ter certeza se ELES te consideram amigo? Você pode considerar, mas a visão de mundo deles é completamente diferente da sua.

1: Bem, eu tenho certeza porque eu tenho contato com eles.

2: Medo... ­

1: Não fique com medo.

2: Ta... E como você tem contato com eles?­ ­

1: Eles visitam a Terra e nós estabelecemos uma comunicação psiônica.

2: E vocês batem um papo?­ ­

1: Sim.

2: E o que eles te dizem?­ ­

1: Ah depende, várias coisas.

2: Tipo?­ ­

1: Dizem que nós vivemos em guerra civil.

2: Hum... E eles já te disseram coisas que nenhum humano diria?­ ­O que acontece depois da morte, por exemplo?­ ­

1: A morte é apenas um conceito humano.

2: Ta, mas o que acontece depois desse conceito humano?­ ­

1: A pessoa decide se vai permanecer um tempo como éter ou se vai reencarnar.

2: Os extraterrestres que te disseram isso?­ ­

1: Sim, eu aprendi com eles.

2: Ta... Eu não acredito em reencarnação e muito menos que a gente fique como éter, mas se você acredita tudo bem. ­

1: Mais alguma dúvida?

2: O que é um buraco negro?­ Já te disseram isso?­ ­

1: Boa, é uma falha que leva para outra camada do multiverso.

2: Ham..­ ­

1: Multiverso é o conjunto dos universos, em outras palavras. É um portal para outra dimensão.

2: Eu sabia...­ Outra pergunta: segundo a física quântica nós nunca estamos encostando realmente em um objeto. Isso é verdade?­ ­

1: Não, eu estou sentindo a cadeira que estou sentado.

2: Isso porque o seu cérebro foi treinado para sentir a cadeira.

1: Mas isso eu nunca conversei com eles.

2: Mas se você for pensar que tudo é feito de átomos, e os átomos não são coisas maciças, então na verdade nós realmente nunca encostamos em nada.­ ­

1: Isso é relativo.

(ad infinitum)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Movimento absoluto

"(...) não somos bastante sutis para aperceber o escoar provavelmente absoluto do devir, o permanente só existe graças a nossos órgãos grosseiros que resumem e reduzem as coisas a planos comuns, ao passo que nada existe sob essa forma. A árvore é a cada instante uma coisa nova, nós afirmamos a forma porque não captamos a sutileza de um movimento absoluto".
Nietzsche

Não é lindo?!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Paz e Amor


Olá, pessoinhas!
Colocarei aqui uma breve reflexão que fiz ao assistir o filme "Hair" (1979).

"Assisti ao filme faz alguns dias. Na última cena em que todos estão na frente da Casa Branca pedindo paz eu lembrei imediatamente que a mesma população (estadunidense) se reuniu na frente da Casa pra comemorar o dia que supostamente o Osama morreu. Fiquei pensando meio triste, primeiro pede-se pela paz, depois comemora-se a morte de uma pessoa.
Assisti ao filme com a minha mãe e ela, toda certinha, ficou falando que eles eram imorais, faziam orgias e usavam todo tipo de droga. Pois bem, eles faziam mesmo orgias e usavam todo tipo de droga. Eles podem ter morrido de HIV, overdose, ou qualquer problema que aquele estilo de vida lhes proporcionou posteriormente, mas eles podem falar com a cabeça erguida: Pelo menos eu nunca fiz uma pessoa sangrar."

sábado, 9 de julho de 2011

Ouroboros

Olá, pessoas!

O semestre está acabando e acho que agora já posso ver um pouco o quão mudei desde o começo do ano. Primeiramente achei que iria relaxar mais na questão dos estudos pois estava numa faculdade de Cinema. Enganei-me. Descobri que serei CDF pelo resto da minha vida! Acho que isso é bom não? Bom, acho que na questão do aprendizado é desnecessário dizer que aprendi mais coisas e aperfeiçoei o que já sabia. Percebi que nunca mais vou assistir a filmes como assistia. Hoje além de ver a história eu também observo o movimento da câmera, o cenário, as roupas dos personagens... Primeiro fiquei com medo de que não iria mais sentir um filme. Enganei-me novamente. Quando um filme é bom, não importa o quão especialista em cinema você é, ele o emocionará. Descobri isso fazendo a análise de um filme que eu gostava muito, "Abril Despedaçado" (super recomendado). Eu via cada cena, pausava e descrevia tecnicamente. Chegou ao fim do filme, eu consegui chorar!

Para fechar o semestre, colocarei aqui um filme que eu e meus amigos fizemos como trabalho de uma disciplina.

E também...


Antes de entrar no Curso eu havia assistido: 584 filmes

Depois que entrei no Curso, até agora, assisti: mais 47 filmes

Destes, por causa do Curso, assisti: 22 filmes

Daqueles, por minha vontade, assisti: 25 filmes

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Era de Imagens



Olá, pessoas!

Estou colocando aqui um vídeo que eu fiz pra minha aula de Teoria da Literatura!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Quantos Césares fui

Olá, amiguinhos!

Nessa quarta-feira eu fiz um teste "Que poema de Fernando Pessoa você é?" e o resultado foi o texto a seguir. Quando eu li pela primeira vez, não me enxerguei nele. No dia seguinte vi que ele tem muito de mim!


"A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico, cujo campo próprio lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida. Isto não vem a propósito de nada.



Tenho sonhado muito. Estou cansado de ter sonhado, porém não cansado de sonhar. De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e á um sono em seus sonhos em que estamos despertos. Em sonhos consegui tudo. Também tenho despertado, mas que importa? Quantos Césares fui! E os gloriosos, que mesquinhos! César, salvo da morte pela generosidade de um pirata, manda crucificar esse pirata logo que, procurando-o bem, o consegue prender. Napoleão, fazendo seu testamento em Santa Helena, deixa um legado a um facínora que tentava assinar a Wellington. Ó grandezas iguais à da alma da vizinha vesga! Ó grandes homens da cozinheira de outro mundo! Quantos Césares fui, e sonho todavia ser.



Quantos Césares fui, mas não dos reais. Fui verdadeiramente imperial enquanto sonhei, e por isso nunca fui nada. Os meus exércitos foram derrotados, mas a derrota foi fofa, e ninguém morreu. Não perdi bandeiras. Não sonhei até o ponto do exército, onde elas aparecessem ao meu olhar em cujo sonho há esquina. Quantos Césares fui, aqui mesmo, na Rua dos Douradores. E os Césares que fui vivem ainda na minha imaginação; mas os Césares que foram estão mortos, e a Rua dos Douradores, isto é, a Realidade, não os pode conhecer.


Atiro com uma caixa de fósforos, que está vazia, para o abismo que a rua é para além do parapeito da minha janela alta sem sacada. Ergo-me na cadeira e escuto. Nitidamente, como se significasse qualquer coisa, a caixa de fósforos vazia soa na rua que se me declara deserta. Não há mais som nenhum, salvo os da cidade inteira. Sim, os da cidade dum domingo inteiro - tantos, sem se entenderem, e todos certos.


Quão pouco, no mundo real, forma o suporta das melhores meditações. O ter chegado tarde para almoçar, o terem-se acabado os fósforos, o ter eu atirado, individualmente, a caixa para a rua, mal disposto por ter comido fora de horas, ser domingo a promessa aérea de um poente mau, o não ser ninguém no mundo, e toda a metafísica.

Mas quantos Césares fui!"


Livro do Desassossego

Bernardo Soares

(Fernando Pessoa)



















Antes de entrar no Curso eu havia assistido: 584 filmes

Depois que entrei no Curso, até agora, assisti: mais 22 filmes

Destes, por causa do Curso, assisti: 13 filmes

Daqueles, por minha vontade, assisti: 9 filmes