domingo, 23 de junho de 2013

Estão estragando com tudo o que é meu

ESTÃO ESTRAGANDO COM TUDO O QUE É MEU! Eu já nasci com o meu comunismo estragado, depois um reallity show idiota estraga com o meu 1984, depois um grupo de anonymous brasileiros estragam com o meu Guy Fawkes/V de Vingança, depois uns pastores/políticos evangélicos estragam com o meu cristianismo, depois uns fascistas estragam com o meu nacionalismo e agora uns militares estragam com o meu Pra Não Dizer que Não Falei das Flores? O que mais falta?

terça-feira, 11 de junho de 2013

A Massa

"Dentro da massa existe o homem, e o homem é difícil de se dominar. Mais difícil que a massa."
Terra em Transe, Glauber Rocha

Quiçá em breve uma análise. Quiçá.

sábado, 25 de maio de 2013

Conexão

Apesar de estar longe, nunca me senti tão perto de uma pessoa.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O Espelho Mágico

O imortal se tornaria mortal se olhasse seu reflexo no espelho mágico. Não sabendo o que é a morte, olhou-se.

domingo, 21 de abril de 2013

Eu não sou tão forte assim


Eu não sou tão forte assim. Eu suporto muita coisa. Eu suportei ser levada para psicólogos toda minha infância. Eu suportei ser encarada como diferente, estranha, autista. Eu suportei mudar para outra cidade no momento que eu tinha concretizado amizades. Eu consegui adquirir um “foda-se os outros” como escudo para assegurar minha paz. Eu consegui gostar de mim, mesmo diferente. Eu suportei um ano com um namorado que me xingava quase toda semana. Eu aprendi a amar, perdoar e olhar sempre o lado dos outros. Eu aprendi a fazer o bem sem olhar a quem. Eu aprendi a ser boa. Eu aprendi a escutar reclamações da minha mãe. Eu tento dar conselhos. Ela nega. Ela nega tudo. Às vezes ela chora. Eu quero abraçá-la. Mas cinco minutos e ela está brigando comigo de novo. Eu não sou tão forte assim. Eu cuido de três cachorros e uma gata. Eu cuido de uma casa inteira para que as reclamações dela sejam menores. Eu tento estudar. Eu tento ganhar dinheiro. Eu tento trabalhar pelo bem do meu curso. Eu tento segurar a saudade do amor da minha vida que está longe. Eu vejo o lado dela. Minha mãe reclama. Ela está pior que eu. Eu sou mais forte que ela. Eu não me coloco como vítima. Eu a coloco. Ela e sua mente. Ela não para. Ela quer conversar. Eu deixo ela falar. O conversar dela é reclamar. Eu deixo. Eu aconselho. Ela nega. Ela não quer ajuda. Ela quer reclamar, botar pra fora. Ela ainda quer conversar. Ela fala da novela. Não, novela não. Tudo menos novela. Novela me ofende. Ofende o amor que tenho pelo país. Ela quer falar. Ela está com depressão. Ela quer ser abraçada. Eu não consigo. Eu não sou tão forte assim. Desculpa. 

sábado, 20 de abril de 2013

Eu Te Amo



A vida é mesmo louca. Eu nunca acreditei no “amor de uma vida”, sempre acreditei em vários amores em uma só vida. Acho que porque nunca soube o que era ter pais casados, pois meus pais se separaram quando eu tinha dois anos. Quando eu tive meu primeiro namorado, eu passei a acreditar... brevemente. Porque depois de poucos meses o namoro se tornou algo depressivo que corroía a minha alma e que ao mesmo tempo, por uma certa teimosia burra, eu tinha medo de abandonar, e com isso abandonar o que pela primeira vez eu tinha acreditado: no amor de uma vida.
Em meio àquele namoro conturbado, eu conheci um outro homem, que logo se tornou meu amigo. E logo se apaixonou por mim e me conquistou sem esforço algum, pois ele era a pessoa que eu sempre quis amar. E, infelizmente, também era a pessoa que escutava eu reclamar do meu namorado e ao mesmo tempo pedir para que ele arranjasse outra, pois eu não podia amá-lo, mesmo já amando.
Depois de alguns meses de teimosia burra e estúpida, eu terminei com o meu namorado e comecei a namorar meu amigo, que me amava.
Daqui a alguns dias completamos seis meses de namoro e eu posso dizer que estão sendo os melhores meses da minha vida. E que é uma vitória para mim estar seis meses em um namoro sem brigas, pois no outro no primeiro mês já houve uma, que lembro até hoje.
Há seis meses eu estaria caminhando pela universidade e se olhasse um casal feliz como nós eu pensaria, pessimista: eles estão apenas no começo, não sabem o que os espera.
Agora parece tudo diferente. Seis meses é muito pouco, mas eles já me fizeram acreditar que existe o amor da minha vida. A ponto de minha mãe me perguntar se ele me ama para sempre. Sim, “para sempre”, ela perguntou. E eu disse sim. É cedo ainda para fazer essa afirmação¿ Se eu visse qualquer outro casal eu diria que sim, mas o que nós temos me faz afirmar quantas vezes forem necessárias. E se minha mãe pergunta, acho que transparecemos isso.
Essa certeza é tão forte a ponto também de eu querer falar isso para todo mundo. Eu, que, com minha teimosia, odiaria falar algo que estivesse errado ou incerto, que depois alguém fosse me falar “eu avisei”. Não, ninguém me fala avisos (ao contrário do meu antigo namoro, que todos falavam para eu terminar). Porque ninguém pode enxergar problemas na perfeição.
Porque é isso o que o amor é: perfeito. Obra e presente de Deus.
E agora eu acredito: no amor da minha vida. A ponto também de falar pra minha mãe, em meio à uma reclamação dela, que ela não encontrou o amor da vida dela. Que talvez já tenha visto, mas não enxergado. Mas que ele realmente existe. Ou existiu, se já morreu (eu e minha imaginação cruel e dramática).
E agora eu acredito nisso, que cada vida, cada ser humano, tem o seu amor. Seu único, seu eterno. Seu.
Te amo, Dan!

quinta-feira, 21 de março de 2013

A lua


Feliz é a lua. Quantas pessoas não a admiraram? Quantos casais apaixonados, compartilharam seu amor com ela? Um amor tão brilhante quanto ela? O sol não é tão feliz. Todos os dias, ele dá dois espetáculos: ao acordar e ao ir dormir. Mas ninguém olha. Ninguém olha seu brilho, ninguém olha as cores que ele pinta no céu todas as manhãs e todos os fins de tarde. Estão dormindo, trabalhando, ou no trânsito de volta pra casa. Depois vem a lua. Aí todos já estão em casa, jantando. Talvez alguns não olhem para a lua também, mas ainda existem outros que a observam. Às vezes ela se esconde, às vezes ela se exibe. E essa é a meiguice dela. Fica tímida às vezes. O sol não. O sol se mostraria todas as vezes, não fosse a chuva. A chuva é a mesma sempre. Pouca ou muita, sempre molha. Sempre traz felicidade ou tristeza. Alívio ou melancolia. Bênção ou raiva. Mas é sempre a mesma. A que molha o sertão e a roupa no varal. A lua é inconstante. Mulher de fases. Rouba o brilho do sol e ainda é digna de poemas. De casais apaixonados. Ainda o sol a ama e compartilha seu brilho com ela. E assim, de noite, todos vemos o brilho dele nela. O brilho dela, o brilho dele. O brilho dos dois juntos. E talvez seja por isso que ela é tão bonita. Ela tem os dois em si. Ela reflete o amor. O brilho dele que sem ela ninguém vê, e o brilho dela que sem ele não se vê.