quinta-feira, 7 de março de 2013
Numa quarta feira à noite
"Porque antes de te conhecer achava que ninguém me compreenderia melhor que o Orwell."
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Ensaio sobre uma guerra pública: Análise do filme "Notícias de uma guerra particular" II
Em maio de 2010, eu vi o filme "Notícias de uma Guerra Particular" na aula de Sociologia e tive que fazer uma análise. Aqui está ela: http://yveehartt.blogspot.com.br/2010/05/ensaio-sobre-uma-guerra-publica-analise.html#comments
Agora, em fevereiro de 2013, vi esse filme novamente e tive que fazer outra análise para ele, para a disciplina de Cinema Documentário. É interessante eu me "auto-observar" como a análise de um mesmo filme mudou em 3 anos. Mesmo assim minha essência não muda, E nunca vai mudar. Aqui vai ela:
Agora, em fevereiro de 2013, vi esse filme novamente e tive que fazer outra análise para ele, para a disciplina de Cinema Documentário. É interessante eu me "auto-observar" como a análise de um mesmo filme mudou em 3 anos. Mesmo assim minha essência não muda, E nunca vai mudar. Aqui vai ela:
O filme busca
depoimentos de todos os lados: de policiais; de chefe de polícia; de
traficantes presos e soltos, menores ou maiores; do comandante do Comando Vermelho
e de moradores do morro.
É
interessante observar que tanto o discurso dos traficantes quanto o do chefe de
polícia está em torno da pobreza, e principalmente do salário mínimo, que na
época era R$120,00. O chefe de polícia fala que “é negócio”, trocar um emprego
legal que lhes dá R$120 por mês, pelo tráfico que lhes dá R$300 por semana.
O
chefe de polícia também fala que a sociedade quer que a polícia seja corrupta.
Quer que haja repressão, para que os traficantes não saiam do morro, que se
mantenham lá, que mantenham a violência lá, e que a guerra continue particular.
Ora,
porque deveria ser particular, se o governo governa a todos? O problema de uns,
que é problema do governo, não deveria ser problema de todos os outros, que
escolhem por quem querem ser governados? Todos nós votamos porque todos nós
deveríamos nos preocupar com o que o governo faz com o povo ou pelo povo.
Quando
o filme foi feito, porém, era diferente de hoje. Hoje todas as comunidades se
ainda não passaram, estão para passar pela repressão máxima que é a chamada “pacificação”,
que às vezes é de fato pacífica (ou pelo menos é o que às vezes a mídia
divulga) e às vezes não. Porém, ainda assim o tráfico não acabou.
Outra diferença é que na época do
filme o salário mínimo era de R$120. Hoje, é de R$678. O lucro dos traficantes
era de R$300 por semana, ou seja, R$1200 por mês. O lucro pode ter aumentado ou
diminuído, mas ainda assim parece que “é negócio”.
O discurso do Comando Vermelho é de
justiça. É de que todos os moradores do morro, ou que pelo menos todos os
traficantes sejam iguais, tenham a mesma coisa. Ao mesmo tempo, os pequenos
traficantes de 13 e 14 anos usam o dinheiro pra comprar tênis e roupas caras.
Claro, eles são muito novos para terem consciência social (apesar de que
garotos da classe média ou com mais dinheiro da mesma idade que eles terem menos
consciência ainda), mas a mesma coisa acontecia com os mais velhos.
Eu poderia ficar aqui falando que o
problema está na educação, que não adianta aumentar o salário mínimo e tentar
matar todos os traficantes enquanto que a educação não proporcione o verdadeiro
senso de comunidade não só na favela, mas em todo o país. Mas eu estaria
fugindo do que o documentário fala “concretamente”, porque ele apenas expõe o
problema, as diversas visões dele, e espera que respondamos. Eu interpreto uma
sugestão que o filme faz em seu título. Essa guerra não deve ser encarada como
particular. Essa guerra é problema de todo o país. Essa é uma guerra pública.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Durante a noite
Ele disse: Não estou com sono.
Mas quis dizer: Por favor, fique comigo.
Mas quis dizer: Por favor, fique comigo.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Amor: Felicidade, Tristeza e Melancolia
Não é possível ser totalmente feliz quando quem você ama está triste. Mas as pessoas tem medo da tristeza. E por isso que é possível, não provável, que as pessoas não queiram mais amar, a ponto de não amarem mais. E talvez esse seja meu maior medo.
Eu tenho pena de pessoas que são totalmente felizes. Se é que existem pessoas assim. Primeiro, porque é sinal de que elas não amam, segundo, porque elas são superficiais, fúteis. Só quem vê apenas a superfície da vida pode ser totalmente feliz. Ou melhor - que na verdade é pior - só quem ignora a tristeza e não se aprofunda no essencial. Mas não acho que possa existir uma pessoa que nunca ficou triste. Ela teria uma vida terrivelmente chata. Discorda? Então pense num filme em que o protagonista não tem problemas. Chato.
Mas é verdade que as pessoas não comparam a vida com um filme. Coisas impossíveis podem acontecer em um filme; porque, afinal, é só um filme. Na vida o impossível não existe. Só pessoas loucas - e eu me incluo nessa categoria - encaram sua vida como um filme. E aí você comete burrices como a vontade de ter momentos dramáticos para tornar a vida/filme sublime, e também fantásticos, para que seja inesquecível.
Mas voltemos à felicidade. Eu sou feliz. Ou melhor, não se É feliz, se ESTÁ ou NÃO ESTÁ feliz, porque felicidade é um estado. Certo, eu estou feliz. Mas a melancolia não me abandona. E melancolia sim, pode ser permanente. Eu sou melancólica e estou feliz. E as pessoas ignorantes confundem melancolia com tristeza. Melancolia não é tristeza. Melancolia é refletir. Sobre a tristeza, ou felicidade, tanto faz, mas é verdade que a melancolia não se esquece da tristeza. Graças a Deus, meus pensamentos mergulham profundamente na vida, não sou fútil.
E talvez eu seja uma pessoa mais melancólia que as outras, porque mesmo estando feliz, eu não me esqueço da tristeza. Não a tristeza pela minha vida, que, estando feliz, não é triste. Mas a tristeza pela vida de quem eu amo. E eu amo muitas pessoas. Eu amo toda a humanidade.
A humanidade está triste, logo, sou melancólica, pois a amo.
E que haja um dia em que a verdadeira felicidade alcance a humanidade. Disse verdadeira pois não me referi à futilidade de pessoas "felizes". Não, pelo contrário. Desejo sim que as pessoas encarem a tristeza. Destruam a tristeza. Destruam o ódio, a ganância e consequentemente a desigualdade e a guerra. E então, finalmente, alcancem a felicidade.
Se você se identifica com esse meu pensamento, ou se ficou curioso em se aprofundar nele, leia o livro de ficção que estou escrevendo, quando for publicado: 2216: A Caixa
Boa noite e beijinhos
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Manifesto do Partido Comunista
"A burguesia (...) Afogou os fervores sagrados do êxtase religioso, do entusiasmo cavalheiresco, do sentimentalismo pequeno-burguês nas águas geladas do cálculo egoísta. Fez da dignidade pessoal um simples valor de troca; substituiu as numerosas liberdades, conquistadas com tanto esforço, pela única e implacável liberdade de comércio. Em uma palavra, em lugar da exploração velada por ilusões religiosas e políticas, a burguesia colocou uma exploração aberta, cínica, direta e árida.
A burguesia despojou de sua auréola todas as atividades até então consideradas dignas de veneração e respeito. Transformou em seus trabalhadores assalariados o médico, o jurista, o padre, o poeta, o homem de ciência.
A burguesia rasgou o véu de sentimentalismo que envolvia as relações de família e reduziu-as a simples relações monetárias."
Manifesto do Partido Comunista
Marx e Engels
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
O Mundo
Mudar o mundo e dormir. Dormir e
mudar o mundo. Sorrir. Sonhar profundo. Dormir. Mudar o mundo. Sonhar em mudar
o mundo. Sonho profundo. Sorrir. Sonhar. Dormir. Mudar. Mudar o mundo profundo.
O mundo. Sorrir profundo. Sonhar e dormir. Mudar o mundo e sorrir. Mudar e
sorrir. Sorrir. O mundo.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Quem é este na minha frente?
"Quem acha que o professor é o profissional mais importante socialmente para um país, não gosta de pensar muito sozinho, não.", disse o menino que um dia disse que participaria da passeata pela educação organizada por ela. Disse o menino que ela, há um ano, acreditava que era quem carregaria a mesma bandeira que ela.
"Onde está o menino por quem eu me apaixonei?", perguntou ela a si mesma. "Onde está o meu primeiro amor?"
"Onde está o menino por quem eu me apaixonei?", perguntou ela a si mesma. "Onde está o meu primeiro amor?"
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