sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011


"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra frente tudo vais er diferente."




Carlos Drummond de Andrade

Último post do ano!!


Desejo-lhes um 2011 cheio de paz e alegrias e até o ano que vem!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Defenestração – Luis Fernando Veríssimo


Certas palavras tem o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias com todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra.
Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.
- Os hermeneutas estão chegando!
- Ih, agora que ninguém vai entender mais nada…
Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.
- Alo…
- O que é que você quer dizer com isso?
Traquinagem deveria ser uma peça mecânica.
- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.
Plúmbeo deveria ser barulho que um corpo faz ao cair na água.
Mas, nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração.
A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar deveria ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deveriam sussurrar ao ouvido de mulheres:
- Defenestras?
A resposta seria um tapa na cara. Mas, algumas… Ah, algumas defenestravam.
Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais.
Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerram os documentos formais? “Nesses termos , pede defenestração..” Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em?
-Aquele é um defenestrado.
Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada era a palavra exata.
Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. “Defenestração” vem do francês “Defenestration”. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.
Ato de atirar alguém ou algo pela janela!
Acabou a minha ignorância, mas não minha fascinação. Um ato como esse só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada a baixo. Por que então, defenestração?
Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.
- Lês defenestrations. Devem ser proibidas.
- Sim, monsieur le Ministre.
- São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.
- Sim, monsieur lê Mnistre.
-Com prédios de três, quatro andares, ainda era possível. Até divertido. Mas, daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.
Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.
- É essa estranha vontade de jogar alguém ou algo pela janela, doutor…
- Humm, O Impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando se da janela.
Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada.
Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.
-Querida…
- Mmmm?
-Há uma coisa que preciso lhe dizer…
-Fala amor.
-Sou um defenestrador.
E a noiva, na inocência, caminha para a cama:
- Estou pronta pra experimentar tudo com você. Tudo!
Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e balbucia:
- Fui defenestrado…
Alguém comenta:
- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela.
Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassa-lo e defenestrar essa crônica. Se ela sair é porque resisti.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto


"O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI


O meu nome é Severino,

como não tenho outro de pia.

Como há muitos Severinos,

que é santo de romaria,

deram então de me chamar

Severino de Maria;

como há muitos Severinos

com mães chamadas Maria,

fiquei sendo o da Maria

do finado Zacarias.

Mas isso ainda diz pouco:

há muitos na freguesia,

por causa de um coronel

que se chamou Zacarias

e que foi o mais antigo

senhor desta sesmaria.

Como então dizer quem fala

ora a Vossas Senhorias?

Vejamos: é o Severino

da Maria do Zacarias,

lá da serra da Costela,

limites da Paraíba.

Mas isso ainda diz pouco:

se ao menos mais cinco havia

com nome de Severino

filhos de tantas Marias

mulheres de outros tantos,

já finados, Zacarias,

vivendo na mesma serra

magra e ossuda em que eu vivia.

Somos muitos Severinos

iguais em tudo na vida:

na mesma cabeça grande

que a custo é que se equilibra,

no mesmo ventre crescido

sobre as mesmas pernas finas,

e iguais também porque o sangue

que usamos tem pouca tinta.

E se somos Severinos

iguais em tudo na vida,

morremos de morte igual,

mesma morte severina:

que é a morte de que se morre

de velhice antes dos trinta,

de emboscada antes dos vinte,

de fome um pouco por dia

(de fraqueza e de doença

é que a morte severina

ataca em qualquer idade,

e até gente não nascida).

Somos muitos Severinos

iguais em tudo e na sina:

a de abrandar estas pedras

suando-se muito em cima,

a de tentar despertar

terra sempre mais extinta,

a de querer arrancar

algum roçado da cinza.

Mas, para que me conheçam

melhor Vossas Senhorias

e melhor possam seguir

a história de minha vida,

passo a ser o Severino

que em vossa presença emigra. "

sábado, 2 de outubro de 2010

Candidatos à presidência

Amanhã nós vamos decidir quem vai ocupar importantes cargos do Estado. Eu acho que a essa altura todo mundo já tem o seu candidato principalmente à presidência. Vou colocar aqui o vídeo do fim do debate que teve nessa quinta feira 30/09 na tv globo. Resolvi colocar porque o que o Plínio de Arruda Sampaio disse me emocionou muito (eu até chorei) e queria colocar essa linda mensagem para a juventude aqui no meu blog.
Pra falar a verdade, eu não vou votar no Plínio. Vou votar na Marina. Primeiro porque eu acho que votar nele é jogar o voto no lixo porque, infelizmente, ele não tem chance nenhuma. Segundo porque ele mesmo não se candidatou pra ganhar. Se candidatou pra ter espaço na tv e falar com a população. Isso se tornou bem claro pra mim quando assisti aos debates e às propagandas.
Seja qual for o seu candidato à presidência, fique à vontade para ver o vídeo (só se você for votar no Serra, daí pode sair do meu blog que você não é bem-vindo =D).
E se por acaso você mora em SC e ainda não tem candidato a Deputado Estadual, vota na Angela Albino que ela é muito competente (pode confiar que eu a conheci pessoalmente). O número dela é 65123.
Amanhã seja um bom cidadão e pense no bem do seu país! E viva o Brasil!



sábado, 4 de setembro de 2010

Confissões do Latifúndio


“Por onde passei,

plantei

a cerca farpada,

plantei a queimada.


Por onde passei,

plantei

a morte matada.


Por onde passei,

matei

a tribo calada,

a roça suada,

a terra esperada...


Por onde passei,

tendo tudo em lei,

eu plantei o nada.”


Pedro Casaldáliga

(Bispo Jubilado de São Felix do Araguaia, MT)


Do dia 1 ao dia 7 de setembro está tendo um Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra. Participe!


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tal Como São Tomé

Olá, amigos! Sendo bem sincera com vocês, não estou postando muito porque estou estudando muito para o vestibular. Mas prometo que pelo menos uma vez por mês postarei. O texto a seguir é de um livro que eu li e adivinha? Vai cair no vestibuar. Então é até bom eu estar aqui escrevendo sobre ele em vez de escrever outras coisas. O assunto o qual o texto trata não cairá no vestibular, mas da para você que vai fazer o vestibular da UFSC este ano, conhecer um pouco o perfil de uma personagem: Hilda de “O Guarda Roupa Alemão”. Eu gostei bastante do livro. Dos que eu li até agora do vestibular da UFSC, ficou em segundo lugar da minha preferência. O primeiro é “O Filho Eterno” (Leiam, é muito, muito, muito bom meeeesmo!). Os livros que li até agora do vestibular da USP, eu só li três, mas também entrou um livro na minha lista de livros preferidos: Dom Casmurro. Os meus outros livros preferidos você pode ver na minha estante aí ao lado.

Agora voltando ao assunto da Hilda, eu a adorei. Conheça-a melhor agora:
“- Bom Jesus é Deus?
- Tudo é um só Deus.
- Como é que pode???
(...) Comecei a ver que as coisas tinham muitas faces. O Espírito Santo, o Pai e o Filho eram um só? Como?
- É um mistério, filha. Nos mistérios de Deus ninguém pode entrar.
- E depois?
- Depois o quê?
- É só acreditar.
- Acreditar? Como? Ah! Há sei. Indo para a frente, pulando de amarelinho, sem queimar o pé no risco. Mas... eu vejo o risco. O amarelinho eu desenho no chão. Meu pé está aqui? E agora?
- Ué. Você não vê Nossa Senhora no altar? Não vê São José? O Senhor dos Passos que sofreu por nós na cruz?
O problema era que Nossa Senhora não falava. Não se mexia. Não saía do lugar. São José também.
(...)Dona Orita sempre me dizia que o negócio era acreditar em tudo e não fazer como São Tomé.
Não sei por que, tinha uma simpatia danada por esse São Tomé.
- Nada disso, guria. São Tomé foi castigado só porque não quis acreditar.
- Castigado??? Por quem?
- Ora por quem. Por Deus!
- Por Deus???
O negócio era juntar castigo com Deus. Não podia. Deus não podia castigar ninguém. Ele era...
- É sim, guria. Deus castiga, sim. Ora essa. O teu pai não te castiga?
- Quem? O pai? Imagina só...”

O Guarda Roupa Alemão
Lausimar Laus

Vocês gostaram dela? Eu me identifico com ela. Ela questiona coisas do Catolicismo: Por quê adorar uma estátua que não se mexe? Ou, por que Deus nos castigaria se fizéssemos coisas erradas? Ele não é um Deus de amor? Como um Deus de amor pode fazer pessoas sofrerem? Os católicos que me desculpem, mas isso não faz sentido algum!

Outro questionamento da Hilda é como que o Pai, o Filho e o Espírito Santo pode ser uma coisa só. É algo realmente complexo. Eu nunca me perguntei isso. Na verdade, nesse sentido eu acreditava sem questionar. Mas eu questiono muitas coisas sobre religião. Minha mãe é quem sabe porque 99% dos meus questionamentos são todos para ela. Eu não exporei nenhum deles aqui porque se não iria ficar umas três horas escrevendo sem chegar a conclusão nenhuma. Uma coisa somente que me questionei justamente sobre meus questionamentos foi que Eva comeu o fruto proibido porque achava que ele lhe daria todo o conhecimento que Deus tinha. O resultado: foi banida do paraíso (Castigo de Deus ou Consequencia?). O que eu quero dizer é que Deus não gostou quando Eva o desobedeceu. E será que ele gostaria de mim, de você, de Hilda, se perguntássemos tantas coisas? Se quiséssemos ter o conhecimento que Deus tem???

Perguntei isso para minha mãe. Ela disse que não, que Deus gostava que a gente questionasse. Acho que ela nem lembra que eu perguntei isso. Faz um tempão.

Bom, Platão dizia que o objetivo que todo filósofo deveria ter é tentar se igualar a Deus na questão do conhecimento. Pode ser que Platão estivesse errado. E pode ser que ele fosse até prepotente ao pensar isso, mas eu, com os meus questionamentos filosóficos, estou na mesma posição que Platão. E se Platão estava errado, quem sou eu para ser melhor que ele?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Uma Grande Perda



Olá, meus amigos!Eu fico com vergonha da minha cara de pau de demorar tanto para postar um novo post. Nos dias de aula é compreensível que eu não tenha tempo, mas nas férias? Nem quero demorar muito para explicar algo que, na verdade, não tem muita explicação, mas a verdade é que nessas férias dediquei o meu tempo mais para passear, ler e escrever o meu livro (e nem escrevi muito. Mas vamos lá. Disse que ia fazer uma homenagem a Saramago.Confesso que estou sem inspiração nenhuma e não me sinto digna ou à altura de homenageá-lo sem inspiração. Mas se eu não a fizer hoje, não farei nunca mais. Então, novamente, vamos lá.
Nos dias próximos ao que José Saramago nos deixou, a última frase postada no blog dele foi a mais divulgada. É esta:


“Pensar, pensar


Junho 18, 2010 por Fundação José Saramago
Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.
Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008”

A frase é muito boa, eu concordo. A humanidade decididamente precisa de filosofia. Mas eu, Samara Hartt, não gosto de ser igual aos outros e por isso decidi que esta não será a frase da minha homenagem a esse maravilhoso escritor.
Escolhi algumas frases de seu blog.

Manipulação
Por Fundação José Saramago
Nas sociedades modernas, que a si mesmas se chamam democráticas, o grau de manipulação das consciências chegou a um ponto intolerável. Isto gera um sistema que é democrático apenas na forma.
“A manipulação das consciências chegou a um ponto intolerável”, El Correo, Bilbao, 8 de Março de 2003 [Entrevista de César Coca]
Esta entrada foi publicada em Julho 12, 2010 às 12:39 am e está arquivada em Outros Cadernos de Saramago"


Um aparelhinho para Marte…
Por Fundação José Saramago
Enquanto estamos a falar, há milhares de milhões de pessoas que morrem de fome. Como podemos aceitar que o homem não seja um ser solidário, que já não pense na espécie e se tenha convertido num monstro de egoísmo e ambição que despreza milhares de pessoas que nada têm? Não se faz nada para resolver problemas essenciais. Para milhões de pessoas no mundo, nenhum dos problemas essenciais da vida está resolvido, enquanto nos entretemos a enviar um aparelhinho para Marte…
“O homem transformou-se num monstro de egoísmo e ambição”, El Cronista, Buenos Aires, 11 de Setembro de 1998 [Entrevista de Osvaldo Quiroga]
Esta entrada foi publicada em Julho 23, 2010 às 12:01 am e está arquivada em Outros Cadernos de Saramago
.”


Por fim, algo para as pessoas que achavam que ele era sério, mudarem suas visões. Ele era divertido.

O relógio
Por José Saramago
Um dos meus amigos mais recentes acaba de me oferecer um relógio. Não uma máquina qualquer, mas um Omega. Tinha-me prometido que revolveria céu e terra para o conseguir, e cumpriu a sua palavra. Dir-se-á que a concretização da promessa não depararia com dificuldades de tomo, bastaria entrar numa relojoaria e escolher entre os diversos modelos, que certamente os haveria para todos os gostos clássicos e modernos, incluindo algum que o comprador não imaginava ter. A coisa parece fácil, mas tente o leitor encontrar numa dessas relojoarias um Omega fabricado em 1922, ano do meu nascimento, e diga-me depois o que sucedeu. “Provavelmente”, pensaria o empregado, “este senhor tem a roda de balanço partida”.
O meu relógio é dos de corda, necessita que diariamente lhe renovem o depósito de energia. Tem um aspecto sério que lhe vem, creio, do material de que está feita a caixa: prata. O mostrador é um exemplo de claridade que consola o coração contemplar. E o mecanismo está protegido por duas tampas, uma delas hermética e onde nem a mais ínfima partícula de pó conseguirá penetrar. O pior é que o relógio começou a causar-me problemas de consciência desde o primeiro dia. A primeira pergunta que me fiz foi esta: “Onde o ponho?” Condeno-o à escuridão de uma gaveta?” Nunca, não tenho o coração assim tão duro. “Então uso-o?” Já tenho relógio, de pulso, claro está, e seria ridículo andar com ambos, sem esquecer que o lugar ideal para um relógio de bolso é o colete, que agora já se não usa. Decidi, portanto, tratá-lo como se fosse um animalzinho doméstico. Passa os seus dias deitado sobre uma pequena mesa ao lado de onde trabalho e creio que é um relógio feliz. E, para consolidar a nossa relação, decidi levá-lo nas minhas viagens. Ele merece-o. Tem tendência para adiantar-se um pouco, mas esse é o único defeito que lhe encontro. Melhor isso que atrasar-se.O amigo que mo deu de presente chama-se José Miguel Correia Noras e vive em Santarém.
Esta entrada foi publicada em Abril 6, 2009 às 12:01 am e está arquivada em O Caderno de Saramago"

Queria estar inspirada para fazer uma bela homenagem a ele. Sinto-me mal por não ter inspiração agora.


Saramago foi o único escritor que conseguiu me fazer chorar de felicidade e depois de meia hora chorar de tristeza. Foi o único que me deu ataques de surpresas nos fins dos livros. Ele era verdadeiramente único. No dia 18 de junho de 2010 nós perdemos um grande escritor e um grande ser humano. A humanidade nunca mais terá alguém como ele.

Foi uma grande perda.